Tá no cabo da enxada
Na estaca dum mourão
Naquele pau de galão
Com lata dipindurada
Tá na sombra da latada
Tá na páia do coquêro
No claro dum candiêro
No barro dum pé de pote
Ta no estalo do chicote
E no aboio do vaquêro.
No chêrin daquela terra
Assim quando a chuva cai
O Sol se amoita e num sai
Se esconde por trás das serra
Nada mais num se emperra
Fica tudo bem bonito
Desde o boi inté o cabrito
Dos cachorro a gataiada
Homi, véi, muié safada
De feliz se oiçe os grito.
Tá na corda do violão
Plangente na calmaria
Tá num solo, na harmonia
Batida e marcação
Aperriando o coração
Tá no ritmo do pandêro
Na esperteza do violêro
Na maneira do improviso
Que mexe inté com o juízo
De um modo bem verdadêro.
Tá nas prosa nordestina
De toda forma contada
Nas budega, nas calçada
Onde o caba se atina
Bem ligeiro se anima
No embalo ritmado
Do cordel elaborado
Pelo caba bem matuto
Que na vida é tão astuto
Que incanta gente aos punhado.
No sabor de uma aguardente
Tomado de uma lapada
E com a careta armada
O caba até trinca o dente
Debaixo dum solzão quente
O matuto, o beradêro
Nordestino, Brasileiro
Se apruma e sai andando
De feliz cantarolando
Pelo mei do tabulêro.
Tá também é na vivênça
Do povo batalhador
Que sempre com muito amor
Respeita as suas crença
Que sempre que pode pensa
Nas vida tal como é
No povo que tem sua fé
E em todo tipo de santo
E tanto alegre ou em pranto
Sabe bem o que é que quer.
Tá numa arataca armada
Armadilha do destino
Tá nos tempo de menino
Brincadêra, presepada
No decorrer da jornada
Tá nessa revelação
Tá na imaginação
Tá em todo o pensamento
Tá no prazer do momento
E é do todo o coração.
Tá na cara estampada
Toda a fome e a pobreza
Tá na vida sertaneja
Em toda seca enfrentada
Na lavoura castigada
Tá na aridez do sertão
Na esperança do povão
Tá nesse calor ardente
Tá no olhar sempre pra frente
E no amor por esse chão.
Naquela mão calejada
Que desliza suavemente
Por aquele corpo ardente
Da sua mulher amada
Sua musa idolatrada
Onde encontra inspiração
Pra quem o seu coração
Se enche de alegria
Dia e noite, noite e dia
Com muita satisfação.
Todo amor, simplicidade
Esse encanto e a formosura
O sentido e a doçura
Da minha bela cidade
Sem me faltar com verdade
Seu Nem já me dizia
Isso lá em Santa Luzia
Que o matuto paraibano
Seu lugar segue lembrano
Até o fim dos seus dia.
Paulo Cesar Dantas - DO blog Peleja de paraibano
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Os dizê de seu Nem
Postado por Nelcima De Morais às 11:17 2 comentários
sábado, 4 de junho de 2011
E viva a cavalhada
Nesta manhã 23
De junho - 2009
Surgem profundas lembranças
E o saudosismo me envolve
Revejo com entusiasmo
O que o povo promove.
Desde bem pequenininha
Em Santa Luzia vivi
E aqui na avenida
Cavalhada sempre assisti
Era o azul e o encarnado
E pelo azul eu torci.
Revendo agora a avenida
Da cultura popular
Assisto a grande espetáculo
Do povo desse lugar
A cavalhada, acredito
Nunca ela saiu de lá.
É pra mim um espetáculo
Jorrado na natureza
É cavalo e cavaleiro
Entrelaçando a beleza
Das cores se contrastando
Mostrando a sua grandeza.
Apresentaram pra todos
Que ali tavam assistindo
Outros veios da cultura
Com o povo aplaudindo
Corrida do saco e do ovo
E o grupo Aruanda vindo.
Ao grupo da cavalhada
O Aruanda se juntou
E uma grande euforia
Com o povo também formou
Foi um momento belíssimo
Que até cavalo dançou.(Santa Luzia-PB)
(reapresentação da postagem)
Nelcimá Morais
Postado por Nelcima De Morais às 06:42 3 comentários