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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

O anjo e a maldição de Sara: a história do arcanjo Rafael

O arcanjo Rafael

Dizia ser Azarias
Apareceu disfarçado
Filho do grande Ananias
Companheiro de viagem 
Daquele jovem Tobias.

Rafael foi enviado
Para Tobit curar
De sua grande cegueira
E para Sara livrar
Do demônio Asmodeu
Que lhe vinha atormentar.

Ela vivia perseguida
Pelo demônio jurada
Que matou sete maridos
De quem Sara foi casada
noite de núpcias 
Deixando-a desesperada.

Tobias tinha seu destino
Para com a moça casar
Temia que aquele demônio
Fosse também lhe matar
Mas Rafael prometeu:
Nenhum mal vai lhe afetar.

Foi aí que Rafael
Um remédio lhe ensinou:
No quarto nupcial
Na hora que você for
Faça o que vou lhe dizer
Não se esqueça, por favor!

Com o queimador de incenso
Pode pra Sara pedir
Queime o coração e fígado
Fazendo a fumaça subir
O demõnio fugirá
Quando o seu cheiro sentir.

Os pais da moça, ali
Não continham a agonia
Ficaram lá esperando
O que sempre acontecia
Mas Tobias confiou
No que Rafael dizia.

Obedecendo
ao amigo
Fez o que foi lhe mandado
Livrou Sara do demônio
Executou com cuidado
O dever que por um anjo
A Tobias foi confiado.

Nelcimá Morais
 Escrito em julho de 2007








domingo, 25 de setembro de 2022

Recordação prazerosa


 Eu quero aqui relembrar

 Uma lancheira diferente

 Era muito recheada

 E dava pra muita gente

 Nós, meninas, bem sentadas

 Com Joana  d’arc de frente.


Bem na hora do recreio

Minha amiga se sentava

Com sua lancheira cheinha

E isso eu já esperava

Biscoitos e mais biscoitos

Sua lancheira esbanjava.


Pra quem nunca tinha lanche

 Era um tanto especial

Saboreava com ela

De sabor não tinha igual

Dividia com prazer

Ela era muito legal.

 

Eu uma mocinha

Filha de um pedreiro

Estudava em bom colégio

Mas pago pelo prefeito

Minha amiga predileta

Tinha um pai bodegueiro.


Com seus cachinhos de anjo

Minha amiguinha andava

Seu rostinho angelical

Que a todos agradava

Caprichosa sorridente

Só com o olhar cativava.


Nunca ouvi dessa amiga

Palavra de machucar

Exalava um desejo

De o amor cultivar

Ficamos sempre unidas

Até pro vestibular.


Você, minha amiga, deixou

O meu coração carimbado

O seu jeito afetuoso

Por mim é sempre lembrado

Sua pureza, pra mim

Veio em papel timbrado. 

               Pra minha amiga Joana d’arc. ( nelcimá Morais)

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Um adeus ao perfume do meu caminho

 

sábado, 27 de agosto de 2022

ENCONTRO DE CULTURA POPULAR DA PARAIBA

 Exposição sobre representação e participação feminina na Literatura de Cordel

24 a 26 de agosto de 2022


   Com a cordelista Silvinha França


artista gráfica Karin Pintado
xilogravurista Márcia Carvalho
Eu e a arte de Karin Picado

Fundação Casa de José Américo


Eita, que momento bom

tempo de extrema grandeza

organizadores e artistas

tudo com tanta beleza

continuemos assim

sempre com muita firmeza.

        Nelcimá Morais

terça-feira, 3 de maio de 2022

O TORMENTO DE MIRINHA COM AS BOTIJAS


 (alguns versos)

Muito cansada da lida
De trabalhar no festão
Essa moça adormecia
Quando lhe veio uma visão
A sua  língua engrossou
E Mirinha acreditou
Que aquilo era assombração.

Depois de muita peleja
Como uma luz avistava
Uma moça que de branco
Na frente dela ficava
Chegou a ver mais uma luz
Riscando pra ela uma cruz
Dava a botija e piscava.
                   Nelcimá Morais


quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Os louros de um namoro virtual



Uma história interessante

Eu aqui vou registrar

Dum namoro de um casal

Que veio me procurar

Foi namoro de internet

Que fez uma paixão vingar.


Duas pessoas já maduras

Num namoro virtual

Houve um encantamento

Que balançou o casal

E soava com candura

Um bate papo legal.


Dezembro de 2009

O ano que começou

De Dieter e de Ternura

O casal se apresentou

E foi nesse bate papo

Que o amor se aflorou.


Eram o Sul e Nordeste

Num desejo incessante

De um ao outro se encontrar

Pensamento fascinante

 Cada vez mais o diálogo

Foi ficando interessante.


Dieter pra ela dizia

Que era um sonhador

Conhecer bem o Brasil

De moto ele pensou

E numa dessas conversas

De mansinho a convidou.


E Ternura já gostando

Do papo e da ousadia

Se ofereceu e propôs

Se ele a buscaria

E ele foi perguntando

Você se interessaria?


Os dois já experientes

A cada dia se empolgavam

Com filhos já bem crescidos

Que às vezes se importavam

Os namoros virtuais

Aos jovens incomodavam.


A partir daí, então

Criaram muita coragem

Foram se aprofundando

E não era só mensagem

A câmera lhes ajudou

Porque tem essa vantagem.


Dia 27 de março

Dieter veio lhe conhecer

Era apenas um amigo

Assim que tinha de ser

Com eles passou uma semana

Pra procurar se entender.


Ele achou interessante

Esse tempo que ficou

Conheceu toda a família

E encantado se mostrou

Aquela simplicidade

Do povo dela o encantou.


No dia 6 de abril

O dia pra Dieter voltar

Aqueles dias passados

Fez o amor dela florar

Do jeito daquele homem

Que veio lhe encantar.


Lá de Sta Catarina

Assim que ele voltou

Imaginem a empolgação

Ele logo lhe ligou:

Uma vida a dois você quer?

O Dieter lhe perguntou.


Imaginem, minha gente!

Nem resposta ela ensaiou

Deu um grande e belo sim

Nem um minuto esperou

Ela ali queria selar

Aquilo que Deus mandou.


Conversavam todo dia

Assunto não ia faltar

Uma vida de casal

Foram logo organizar

E nos pensamentos dele

Fervia, quando voltar?


O dia 12 de junho

Uma data que ficou

Do ano 2010

Foi quando ele juntou

Juntou todos os seus trapos

E pra ela retornou.


Foi em 16 de junho

Uma data inesquecível

Chegava pra ela o seu par

E o seu coração sensível

Transbordava de alegria

Pensava: como é possível?


A partir daquele dia

Juntos foram morar

Que tudo ia dar certo

Eles quiseram acreditar

Uma vida nova juntos

Vida nova a desvendar.


Por quase um ano, Dieter

Desempregado ficou

Mas que ia conseguir

Ele nunca duvidou

E aos poucos, no mercado

Seu trabalho conquistou.


Agora já faz nove anos

Pros dois essa união

Com garra e companheirismo

E também dedicação

Cumplicidade, ela afirma

Pra eles não falta não.


Hoje a família é grande

Quatro filhos no total

O amor das duas famílias

Pra eles tudo é igual

Eles têm até netinho

A convivência é legal.


Esse casal certamente

A Deus sempre agradece

Esse amor que brotou

E a cada dia floresce

Que recheia a família

E  a cada dia mais cresce.


Informações para o texto dadas pelo casal de quem eu falo, Dieter e Solange.

Adaptações para o poema feitas por mim Maria Nelcimá – cordelista.

                     João Pessoa,PB.

                     16 de março de 2019

 

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

A batalha de toim e o camaleão no chiqueiro das galinhas

 A peleja de Toim com o camaleão no chiqueiro das galinhas


Amigo eu vou lhe dizer

Nunca vi tanta emoção

Eram Toim e Lili

Atrás dum camaleão

No chiqueiro das galinhas

Ele fazia a refeição.


Do galo e das galinhas

Era um assombro danado

Subiam prum cajueiro

Com medo do afamado

Dizem comedor de ovos

Mas foi logo procurado.


Lili uma cadela esperta

O chiqueiro acuava

E Toim desconfiado

Algum bicho procurava

Depois de uma boa caçada

Ele ali se apresentava.


O camaleão raivoso

Corria pra todo lado

E Lili correndo atrás

Deixava o bicho acuado

Ele enfrentou a fera

Que o deixou amuado.


Toim ficou pensativo

Como o bicho ia pegar

O jeito era uma corda

Pra esse intruso laçar

Foi saindo apressado 

Uma corda a procurar.


O camaleão com raiva

Ficou bem esperneado

Deu trabalho pra Toim

Que já tava aperriado

Com muita peleja eu vi

O camaleão laçado.


O cabra já tava exausto

E com cuidado pensou

Pegou o bicho laçado

E para longe levou

Das garras duma cadela

O camaleão se salvou.


Nelcimá Morais

18/7/17