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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O poeta e o folheteiro


O poeta e o folheteiro
(Rosário Pinto)
1
Duas figuras importantes
Neste mundo do cordel
Um compõe o outro vende
Andando de léu em léu
Marcando assim, uma vida
De poesia, sortida
Divulgando o menestrel
2
Leandro foi o primeiro
A narrar toda esta saga
Do folheto de cordel
De história encantada
Certamente é o pioneiro
Com certeza, o primeiro
A levar pela estrada
3
Poeta e grande tipógrafo
Seu romance imprimia
Entregando ao folheteiro
Que logo distribuía
A correr feiras e vilas
E o povo fazendo filas
P’ra comprar sua poesia
4
Poucos recursos havia
Um comércio bem precário
Sustentou muita família
Vendiam abecedário
Na lida do dia a dia
Todo folheto imprimia
E também anedotário
5
De cidade em cidade
Fazia a sua vida
Seu Leandro produzindo
E o folheteiro na lida
Recebia seus mil réis
Vendia muitos cordéis
Tinha a renda garantida
6
Folheteiro não conhece
Impasse ou obstáculo
Andando de sol a sol
Em busca do espetáculo
De ver o povo sorrir
Pensar, amar, refletir
Parecia um oráculo

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Cordel de Saia, por meio de suas gestoras Dalinha Catunda e Rosário Pinto vem desenvolve estudos para localizar quem são essas mulheres POETAS/POETIZAS & CATADORAS/CANTADEIRAS!

MULHERES CANTANDO
O QUADRÃO À BEIRA-MAR

1-Dalinha Catunda
O sol empalidecendo
Ondas subindo e descendo
Nossa paixão acendendo
E o barco a sacolejar.
No balanço do veleiro
Um amor aventureiro
Vivi com meu timoneiro
No quadrão à beira-mar.

“ Beira mar, beira mar,
O quadrão só é bonito
Quando é feito a beira mar
*
2-Rosário Pinto
Lá no Planalto Central
Em Brasília a capital
Numa noite magistral
A lua a desmaiar
Uma paixão, de repente
Na vida se fez presente
Na cidade reluzente
No quadrão à beira-mar

“ Beira mar, beira mar,
O quadrão só é bonito
Quando é feito a beira mar
*
ABRA O LINK para conhecer as demais poetas/poetizas que entraram nessa RODA.

sábado, 11 de agosto de 2012

Saudades do meu pai

É para o senhor, painho!!

Pra painho que está no céu
Agora eu quero mandar
Um abraço bem apertado
Que aqui não posso abraçar
E dizer que a cada dia
Saudades, só faz aumentar.

Ainda é grande a angustia
Que resolveu me envolver
Mas lhe prometo, meu pai,
Que isso eu quero esquecer
A alegria procuro
Pra minha vida engrandecer.

O senhor foi escolhido
Por Deus, para ir morar
Num mundo cheio de paz
E pra sempre descansar.
Viveu aqui com esforço
Pra sua família alegrar.

Painho, oh, meu painho!
Eu quero agora dizer
Que o seu ensinamento
Eu nunca vou esquecer
Com muito orgulho eu guardo
Pra melhorar o meu viver.

Que o bom Deus nos abençoe
E nos faça acostumar
Celebrar a sua ausência
E em orações mergulhar
Viva a dádiva celeste!
E me abençoe! Nelcimá.

( reedição)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Desabafos dum alcoólatra


Desabafos dum alcoólatra
1
Olá, meu caro leitor
Mais uma tarefa a cumprir
Preparei mais um poema
Para você me ouvir
Uso o tema alcoolismo
Venha a mim se unir.
2
Trabalho com educação
Hoje estou aposentada
E como educar é pra sempre
Por isso não estou parada
Educo de outra forma

Uso o cordel, camarada!
3
Foi grande a minha labuta
Com o analfabetismo
Depois procurei um jeito
De combater o tabagismo
Tive uma boa resposta
Agora é a vez do alcoolismo.
4
Grande é o efeito do álcool
Saiba dessa informação
Tem um lado que estimula
O da desinibição
Mas o outro é arrasante
A sua moral vai pro chão.
5
O álcool traz euforia
Deixa você bem contente
E também descontrolado
Até ficar deprimente
Vai comendo os seus miolos
Até deixá-lo demente.
6
Vai mudando o seu humor
Primeiro vem a euforia
Um comportamento estranho
Você acha que é alegria
Noutro dia nem percebe
Está com melancolia.
7
Como isso tudo acontece
Começa a agitação
Confunde os pensamentos
Vai partindo pra agressão
Não demora muito tempo
Surge logo a depressão.
8
É triste ver uma pessoa
Na bebida se entregando
Está perdendo o seu controle
E a saúde estragando
Faz sofre toda a família
E os amigos afastando.
9
Demência é um grande mal
Pelo alcoolismo trazido
Convulsão, cirrose e morte
Tudo tem acontecido
Por causa desse maldito
Muita gente tem sofrido.
 10
Vou citar alguns exemplos
Dum alcoólatra inconformado
O mundo dos seus “amigos”
Hoje por ele contado
Eu cito aqui pra você
Mas com nome inventado.
11
José, um homem bem novo
Porém não tinha confiança
Mexia com mulher casada
Não respeitava criança
Perdeu a integridade
A sua autoconfiança.
12
Um cidadão bem vistoso
Duma família exemplar
Uma pessoa inteligente
Conquistava com o olhar
Tem filhos maravilhosos
Nada pra ele se queixar.
13
Dizia: ninguém é besta
De no bêbado confiar
O seu Joaquim quando bebe
Só faz cagar e mijar
No povo que tá dormindo
Quando vem lhe visitar.
14
Maria, uma dona de casa
Uma mulher respeitada
Engajou-se na bebida
Até ficar viciada
O álcool lhe transformou
E deixou-a esclerozada.
15
Um branco dava em Tião
E sem saber o que fazia
A calcinha da mulher
Sempre, sempre ele vestia
E quando ia pro banheiro
A sua bosta comia.
16
Depois na sobriedade
A sua mulher lhe contava.
E tudo o que lhe dizia
A sua alma judiava
Sofria que dava dó
Muitas vezes ele chorava.
17
Luzia, linda mulher!
Pelo mundo se mandou
Bebia com todo mundo
Foi perdendo o seu vigor
Muito sexo e muita droga
O seu corpo transformou.
18
Sua filha desgostosa
Que na sarjeta a mãe via
Rezava pedindo a Deus
Pra ela também um guia
Porque essa vida triste
Pra ela nunca queria.
19
Tomara que essa história
Vá servindo de lição
Ver assim um ser humano
Hoje me corta o coração
E faço a todos um convite:
Venha salvar-se, meu irmão!
20
Hoje eu vivo escapando
Correndo para o AA
Tentando com muito esforço
Do maldito me livrar
É um vício desgraçado
Mas de mim não vai ganhar.
21
Termino aqui um desabafo
Dum homem prejudicado
Aguardo esperançosa
Que ele tenha lhe ajudado
Veja os ensinamentos
Não se sinta incomodado.
22
Não sinta irmãos, por favor!
Que isso é preconceito
É só uma forma diferente
De eu arranjar um jeito
De lhe mostrar que é doença
Não penso que é defeito.
23
Alcoolismo é doença
E difícil de tratar
Deixe que a sua família
Possa de você cuidar
Dê o seu consentimento
Pra ela colaborar
24
Agora findo a minha parte
Que é de lhe transmitir
Os males da humanidade
Que podem lhe destruir.
Grande é a beleza da vida
Pra você usufruir.

                     Nelcimá morais
                              João pessoa-PB                                  
                                      30/07/12

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Abrace a preservação



*
Estão derrubando as matas
É grande a devastação.
O clima anda mudando
Falta conscientização
Chora a mãe natureza
Que perde sua riqueza
Vendo mais pobre seu chão
*
Tudo vai virando cinzas
Só por conta das queimadas.
A fumaça vai subindo
Poluindo outras camadas,
E a desertificação,
Vai aniquilando o chão,
Cumprindo suas jornadas.
*
Preservar a natureza,
Garanto-lhe meu irmão,
Muito mais do que modismo
Hoje é nossa obrigação
O planeta está doente
Seja bem mais consciente
Abrace a preservação.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 22 de maio de 2012

A trajetória de D. Gilô

Quero registrar aqui o meu orgulho por saber que muita gente ainda valoriza a poesia de cordel. Fui procurada por uma familia que resolveu embelezar as mesas da festa do aniversário de sua matriarca, com um cordel contada a sua história por ela ser uma pessoa que valoriza muito a cultura popular. Eis aqui o que pude fazer:
 Hoje é dia de festa
 Grande comemoração
 90 anos de vida
 Recheados de emoção
 Vive assim D. Gilô
Filha de Sebastião.

 Nascida aos 15 de maio
Em Poço de Pedra morou
 No estado do Piauí
 E pouco ela estudou
 Sua mãe Maria Luíza
 Nessa filha caprichou.

 Pouco estudo ela teve
 Porque seu pai não aceitava
 Somente assinar o nome
Naquele tempo bastava
 Era o costume da época
 E a moça se conformava.

 Brasilina, no registro,
 Como Gilô conhecida
 Desde menina mostrou
 Que era bem destemida
 Grande a sua inteligência
 A Deus muito agradecida.

 Quando ainda era jovem
 Começou a trabalhar
 Fazia as tarefas de casa
 E ao seu pai ia ajudar
 Uma criação de bodes
 Ela ajudou a formar.

 Aos 16 anos de idade
Era uma moça faceira
Costurando aos pouquinhos
 Fazia roupas de primeira
 E quando mal acreditava
Tornou-se uma boa costureira.

 Essa mocinha Gilô
Muito bem ela dançava
 Aos bailes que ela ia
 Só quando o seu pai deixava
 Mostrava-se uma boa dançarina
 Todo mundo admirava.

 Foi num baile de família
Que o seu príncipe encontrou
 Seu namoro durou pouco
 Porque logo ela casou
 E pra sua lua de mel
Esse casal viajou.

 Uma viagem inesquecível
 Vocês podem acreditar
 Passaram dias na estrada
 Dormindo sob o luar
 Guardaram muitas lembranças
 Para o amor testemunhar.

 Uma grande cavalgada
 Do Piauí ao Maranhão
 Galopando com os tropeiros
 Ela nunca esqueceu, não,
 Seu aconchego era o mato
 Assim selou sua união.

 D. Gilô com sua força
 É uma privilegiada
Aproveitou a natureza
 Nela se sentiu muito amada
 Ficou grávida, sete vezes
 Sentindo-se bem agraciada.

 Foi mulher comerciante
 Também mulher fazendeira
 Mulher de caminhoneiro
 E uma boa cozinheira
 E hoje aos 90 anos
Ainda é mulher redeira.

 No estado do Piauí
 E também do Maranhão
 Iniciou a família
 Com seu esposo  Adão
 Encerraram a sua prole
 Ana Luíza e Tião.


 Em 23 de abril
 Data jamais esquecida
 Perdeu o pai de seus filhos
 Que lhe causou uma ferida
 Ficou Gilô transtornada
Uma mulher entristecida.

 Olhando para as crianças
 Viu que tinha que lutar
 Confiou no Pai eterno
 E começou a costurar
 Foi assim com inteligência
 Que passou a se orgulhar.

 Criou, assim, cinco filhos
 Viúva, mas corajosa
 Vivia dum lado pro outro
 Pra costurar não tinha hora
 Mantinha todos na escola
 E se sentia orgulhosa.

 Hoje ela tem Vilani
 Tem Lulu, não tem Tião
 Tem Socorro e tem Assis
 E ainda tem o Adão
 É um conjunto de filhos
 Que alegra o seu coração.

 Morando na Paraíba
 Pra família acompanhar
 Foi ficando e foi gostando
 Até se apaixonar
 Apaixonar-se daqui
 Não lhe queiram censurar.

 Mas da terra natal
 Ela nunca esqueceu
 Vive sempre viajando
 Levando um parente seu
 Faz questão de usufruir
 Da cultura que aprendeu.

  Sabemos de uma história
 Que achamos engraçada
 Foi numa dessas viagens
 Que ficou atrapalhada
 Trazendo o seu periquito
 Ela ia sendo multada.

  Bem no meio da estrada
 Veio uma fiscalização
 Dona Gilô quase pasma
 Tremia até o coração
 Um neto dizia: não traga
 Mais seu periquito, não!

 Ainda come de tudo
 É amante do toucinho
 Sua comida é gostosa
 Refogada com carinho
 E também conta piadas
 Esse aqui é que é o caminho.

 É divertida com os netos
 Orgulha esse timão
 É um exemplo de avó
 Mas não tem paciência, não,
 Mesmo assim vai cultivando
  Seus amores do coração.

 Grande mulher, ela merece
Uma festa de arrombar
 E pedimos ao Deus Pai
 Para lhe abençoar
 Dona Gilô, parabéns!
 Até o outro ano chegar.

                J. Pessoa-PB Maio de 2012
 Texto poético: Nelcimá Morais
 Texto informativo: suas filhas Vilani e Socorro.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Mãe, mainha, mamãe

MÃE É um ser sublime
Mulher em forma de flor
 Sua bondade é tanta
 Que até esconde sua dor
 Exprime as suas maravilhas
 Jorrando faíscas de amor.

 Mãe que também é ternura
 Mãe que também é emoção
 Mãe que contenta seu filho
 Com sua suave expressão
 De um amor que nunca encerra
 Dentro do seu coração.

 Seja jovem ou idosa
 Seja pobre, tem amor.
 Seja rica ou sem estudo
 Prá nós é sempre uma flor.
 Está sempre com seu filho
Seja na alegria ou na dor.

 Para todas as mamães
Eu quero aqui dedicar
Todo carinho do mundo
 Pra esta rainha do lar
 E pedir ao Pai Eterno
 Para sempre lhe abençoar.
 Feliz dia das mães!