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terça-feira, 26 de julho de 2011

Divulgando o cordel

Amigos,
Se for possivel divulguem este evento para mim.
Um abraço a todos,
Dalinha

CORDEL NA FLIT

O Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Educação realizará, no período de 25 de julho a 03 de agosto de 2011, em Palmas, a Feira Literária Internacional do Tocantins – FLIT.

O cordel que vem tendo um ano promissor terá um espaço especial na FLIT. Além de cordelistas, repentista e declamadores de vários Estados a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, convidada, terá boa parte de seu colegiado participando deste evento.
O Presidente Gonçalo Ferreira da Silva, Mestre Azulão, Chico Salles Moreira de Acopiara, Manoel Monteira e eu Dalinha Catunda uma saia entre tantas calças.

Farei o recital: “Sertaneja, Sim Senhor!” Em duas apresentações, nos dias 30 e 31. Além de nossas apresentações teremos o espaço Estação Cordel na Praça dos Girassóis para expor e vender nossos cordéis
O Cordel de Saia dará mais informações no decorrer da semana.
Abaixo um poema de minha autoria para Palmas:
*
BELA DAMA DO CERRADO

Palmas, linda capital
No centro desta nação
Totalmente programada
Assim foi tua construção
Muito bem arborizada
E vendo-a fico encantada
E até faço louvação.
*
És maior em Tocantins
Mimosa flor do cerrado,
Tão jovem e tão bonita
Bem segura em teu traçado
Olhando tuas palmeiras
Relembro minha Ipueiras
Que até hoje é meu condado.
*
A Palma do buriti
Que é farta no Jalapão
E também é encontrada
Pras bandas do meu sertão.
Bela dama do cerrado,
Neste encontro bem marcado
Roubaste meu coração


--

Dalinha Catunda
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.cordeldesaia.blogspot.com

domingo, 3 de julho de 2011

Paraíba em verso










tema: Literatura popular - O caso do cordel

Objetivo: Fomentar a discussão sobre a importância deste tipo de literatura na cultura nordestina, a utilização de tecnologias da informação e divulgação a produção regional da literatura de cordel.
Dia: 05 de julho de 2011
Local: Auditório 211 do CCSA, ás 19:30h.

Atrações culturais:
Pescoçinho da Paraíba
Beto Brito (lançando seu novo cordel)

palestrantes:
Professora Beth Baltar
e convidados

sexta-feira, 1 de julho de 2011

São João em Sta Luzia/PB






Esta é a minha cidade
Este é o meu São João
Amo demais minha terra
Mas lá eu não vi cordel, não,
Fiquei muita chateada
Por tamanha omissão.

Barraca pra todo lado
Muita gente pra dançar
Mas esqueceram um pouquinho
Da Cultura popular
Cordel e artesanato
Ninguém encontrou por lá.

Terra de grandes poetas
Muito artista popular
É gente bem criativa
Muita coisa pra mostrar
Saindo de sua cidade
Pro seu bem apresentar.

Todo artista merece
O seu produto vender
Não sei qual foi o motivo
Por que quiseram esconder?
Uma barraquinha de cordel
Nos ia favorecer.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Os dizê de seu Nem

Tá no cabo da enxada
Na estaca dum mourão
Naquele pau de galão
Com lata dipindurada
Tá na sombra da latada
Tá na páia do coquêro
No claro dum candiêro
No barro dum pé de pote
Ta no estalo do chicote
E no aboio do vaquêro.

No chêrin daquela terra
Assim quando a chuva cai
O Sol se amoita e num sai
Se esconde por trás das serra
Nada mais num se emperra
Fica tudo bem bonito
Desde o boi inté o cabrito
Dos cachorro a gataiada
Homi, véi, muié safada
De feliz se oiçe os grito.

Tá na corda do violão
Plangente na calmaria
Tá num solo, na harmonia
Batida e marcação
Aperriando o coração
Tá no ritmo do pandêro
Na esperteza do violêro
Na maneira do improviso
Que mexe inté com o juízo
De um modo bem verdadêro.

Tá nas prosa nordestina
De toda forma contada
Nas budega, nas calçada
Onde o caba se atina
Bem ligeiro se anima
No embalo ritmado
Do cordel elaborado
Pelo caba bem matuto
Que na vida é tão astuto
Que incanta gente aos punhado.

No sabor de uma aguardente
Tomado de uma lapada
E com a careta armada
O caba até trinca o dente
Debaixo dum solzão quente
O matuto, o beradêro
Nordestino, Brasileiro
Se apruma e sai andando
De feliz cantarolando
Pelo mei do tabulêro.

Tá também é na vivênça
Do povo batalhador
Que sempre com muito amor
Respeita as suas crença
Que sempre que pode pensa
Nas vida tal como é
No povo que tem sua fé
E em todo tipo de santo
E tanto alegre ou em pranto
Sabe bem o que é que quer.

Tá numa arataca armada
Armadilha do destino
Tá nos tempo de menino
Brincadêra, presepada
No decorrer da jornada
Tá nessa revelação
Tá na imaginação
Tá em todo o pensamento
Tá no prazer do momento
E é do todo o coração.

Tá na cara estampada
Toda a fome e a pobreza
Tá na vida sertaneja
Em toda seca enfrentada
Na lavoura castigada
Tá na aridez do sertão
Na esperança do povão
Tá nesse calor ardente
Tá no olhar sempre pra frente
E no amor por esse chão.

Naquela mão calejada
Que desliza suavemente
Por aquele corpo ardente
Da sua mulher amada
Sua musa idolatrada
Onde encontra inspiração
Pra quem o seu coração
Se enche de alegria
Dia e noite, noite e dia
Com muita satisfação.

Todo amor, simplicidade
Esse encanto e a formosura
O sentido e a doçura
Da minha bela cidade
Sem me faltar com verdade
Seu Nem já me dizia
Isso lá em Santa Luzia
Que o matuto paraibano
Seu lugar segue lembrano
Até o fim dos seus dia.

Paulo Cesar Dantas - DO blog Peleja de paraibano

sábado, 4 de junho de 2011

E viva a cavalhada

Nesta manhã 23
De junho - 2009
Surgem profundas lembranças
E o saudosismo me envolve
Revejo com entusiasmo
O que o povo promove.

Desde bem pequenininha
Em Santa Luzia vivi
E aqui na avenida
Cavalhada sempre assisti
Era o azul e o encarnado
E pelo azul eu torci.

Revendo agora a avenida
Da cultura popular
Assisto a grande espetáculo
Do povo desse lugar
A cavalhada, acredito
Nunca ela saiu de lá.

É pra mim um espetáculo
Jorrado na natureza
É cavalo e cavaleiro
Entrelaçando a beleza
Das cores se contrastando
Mostrando a sua grandeza.

Apresentaram pra todos
Que ali tavam assistindo
Outros veios da cultura
Com o povo aplaudindo
Corrida do saco e do ovo
E o grupo Aruanda vindo.

Ao grupo da cavalhada
O Aruanda se juntou
E uma grande euforia
Com o povo também formou
Foi um momento belíssimo
Que até cavalo dançou.(Santa Luzia-PB)

(reapresentação da postagem)
Nelcimá Morais

Quadras ao Senhor São João

Dizendo o que eu tenho em vista
Faço agora o meu louvor
Ao Senhor São João Batista
Primo de Nosso Senhor.

Dêem-me senhores, licença
Para em meu verso falar
Da beleza e santidade
Do santo que vou louvar.

Uns lhe fazem brincadeiras,
outros, fogueira e balão.
Eu lhe fiz estas quadrinhas
Tiradas do coração.

Lembrando que em profecias
Nos foi São João prometido
De Izabel e Zacarias
O precursor foi nascido.

Ah! Que bonito menino
De cabelo cacheado!
O meu São João pequenino
Ao carneirinho abraçado.

No deserto foi criado
E alimentado com mel
Até que fosse enviado
Ante o povo de Israel.

Roupas de pele vestindo
Rude cajado na mão
Vai sua missão cumprindo
A batizar no Jordão.

Os caminhos preparando,
Voz a clamar no deserto!
Vai o Cristo anunciando,
Dizendo – “Deus está perto.

E Daquele que anuncio,
E já entre vós é chegado,
Desatar-Lhe não sou digno
As correias do calçado”.

Assim disse, e, assim, um dia,
Chega o Senhor dos Senhores
E o batismo lhe pedia
Em meio dos pecadores.

Tanto a esperá-Lo, destarte,
São João Lhe interroga assim:
Eu quem devia buscar-te!
E és Tu quem me vens a mim!?

E o Mestre lhe diz, então:
- Vem-Me cumprir o previsto.
E ali, no rio Jordão,
João batizou Jesus Cristo.

Depois, tendo assim cumprido
Seu mistério e Fé
Foi morto por um pedido
Da perversa Salomé.

Ah! Que bonito menino
De cabelo cacheado!
O meu São João pequenino
Ao carneirinho abraçado.

Meu São João martirizado
Pelas maldades de Herodes,
Hoje no céu assentado
Rogar por nós, bem que podes?!

No céu te assentas fagueiro
Num salão engalanado,
De Jesus o pregoeiro
Pelos anjos festejado...

Roga por nós, São João
Que o povo em ti acredita.
E ao som do xote e baião
Tua festa é tão bonita.

Aqui te alteiam nos mastros
Pelas noites brasileiras
Sob a luz que vem dos astros
E ao clarear das fogueiras.

Mas dizem que no teu dia
Ficas, São João, a dormir?
Assim a minha poesia,
Meu Santo, não vais ouvir!?

Acorda! Se está dormindo,
Que Santo não tem cansaço
E escuta o que estou pedindo
Na louvação que te faço.

Se és Santo casamenteiro,
Meu Santo Senhor São João,
Traz de volta o cavalheiro
A quem dei meu coração.

ZILMA FERREIRA PINTO – poetisa paraibana erudita-popular
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

A peleja do caboclo com o cabeludo da mulher



Para o querido leitor
Um assunto eu vou narrar
A história de um caboclo
Que conheci num lugar
Do sertão paraibano
Seu nome vou ocultar.

Pra se contar qualquer fato
Personagem tem que ter
Vou inventar outro nome
Pra você me entender
Se eu disser o verdadeiro
Problemas pra mim vai ter.

Vou chamá-lo de Zequinha
Que é um nome popular
Era homem bem machista
Via-se até no olhar
Casado, bem cuidadoso
Vigiava sempre o seu par.

Sua senhora dizia
Do seu cuidado excessivo
Quando alguém batia na porta
Ficava apreensivo
Ali tinha alguma coisa
Que lhe deixava opressivo.

Essa coisa de que eu falo
Pertencia a sua mulher
Vou chamá-la de Maria
Que era mãe de André
Dona de casa e bodega
E mulher de muita fé.

Zequinha, homem vistoso
Chamava muita atenção
Falava com todo mundo
A todos dava a sua mão
Mas o que era de Maria
Ninguém tinha direito não.

Era um ciúme danado
E Maria até gostava
O cuidado de Zequinha
A ela não incomodava
Sentia-se bem protegida
O seu marido a amava.

Esse casal bem distinto
Vivia da agricultura
Como o povo mais antigo
Não tinha muita cultura
Do cabeludo dizia:
"Esse aqui ninguém mistura".

Dizia não misturar
A coisa bem preciosa
A fruta da sua mulher
Que era bem saborosa
e dizia a todo mundo:
"Essa é deliciosa".

De tanto o homem falar
A fruta ficou famosa
E Maria cheia de fama
Tinha que ser corajosa
Amansar o seu Zequinha
E ainda arrumar prosa.

Enchia a sala de gente
Ia do cabeludo provar
O povo vinha da rua
E passava a comprovar
Exigia de Zequinha
Queria a fruta comprar.

Pra não desgostar o homem
O anoitecer aproveitava
Ou então de madrugada
Porque Zequinha não acordava
Bem distante da cidade
O silêncio ali reinava.

Até na rua o povo
Do doce da fruta sabia
E quando era dia de feira
A paciência do homem enchia
Chegava a cogitar
Que lá ia passar o dia.

Zequinha foi amansando
E começou a liberar
A ida daquela gente
Para no sitio entrar
E com seu consentimento
A fruta saborear.

Era um sitio bem bacana
Com um rio a deslizar
As águas por trás da casa
E barreiras pra pular
Muita mangueira se via
e um umbu pra invejar.

Lá tinha muito umbuzeiro
E o povo da rua sabia
Tirava umbu escondido
Levava pra feira e vendia
Mas tinha um pé de umbu
Que ali ninguém mexia.

Era um umbu cabeludo
Duma doçura sem par
Maria saia cedinho
E ia ali apanhar
Uma vasilha cheinha
Pra durante o dia chupar.

Só ela tinha direito
Àquele umbu bem gostoso
Zequinha não aceitava
Que achassem saboroso
E pastorava a planta
Com um jeito rigoroso.

Esse umbuzeiro, ó gente!
Bem famoso assim ficou
E cabeludo de Maria
Assim o povo o chamou
Quem provou da fruta dele
Tenha certeza, gostou!

Nelcimá Morais
25/05/11.