




Participação: Oficina de cordel na Feira de orientação para o trabalho - SENAC - no Shopping Tambiá e com poetisas no FENART.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Momentos literários
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Encontro de jovens com Cristo




Trabalhar para o EJC
É muito gratificante
São vários jovens na luta
Fazendo o outro importante
Numa busca incessante
Pra torná-los praticante.
Praticante da Palavra
De Jesus, o Salvador
Cada jovem empenhado
No trabalho com ardor
Deixando transparecer
Que ali só existe amor.
Ver os grupos bem formados
Com muita dedicação
Cada um mais engajado
Não se vê lamentação
É um trabalho bonito
Que só nos traz emoção.
Nossa equipe bem disposta
A todos quis agradar
Nosso lema nesse encontro
Era apenas "cozinhar"
Fomos pedir a Jesus
Pra com amor temperar.
Temperar toda a comida
Deixando-a bem saborosa
E Jesus assim a fez
Porque ela ficou gostosa
O que ganhamos com isso?
Amizade calorosa.
Agradeço ao bom Deus
O que nos presenteou
Amigo jovem ou maduro
Isso não importa, não, Senhor!
Queremos a nossa vida
Recheada com amor.
Aqui eu quero deixar
Um beijo no coração
Pra todo participante
Da equipe do fogão
E também pra todo jovem
Que estava nesse encontrão.
Nelcimá Morais
05/10.
Bendizei, Oh! Senhor Deus!
Os jovens do EJC
Eles trabalham com garra
Para o outro jovem crescer
Crescer no Espírito Santo
E muito feliz viver.
Eu tenho muito prazer
De pra essa turma cozinhar
Mas o que também me engrandece
É ver minha filha trabalhar
Peço-vos, Meu Deus Querido,
Pra esses jovens abençoar!
Nosso grupo da cozinha
Deus fez bem especial
Formamos com muita garra
Uma refeição legal
Concede-nos Vossa bênção, Senhor!
Para uma amizade leal.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
O brejo paraibano




A Cachoeira do Roncador
Merece um grande registro
O que vou apresentar
Cachoeira do Roncador
É um belíssimo lugar
No brejo paraibano
Aonde se vai encontrar.
Local de grande beleza
Nos passa tranquilidade
É só sair do seu ninho
Em busca de qualidade
O seu destino é o brejo
Lá tem possibilidade.
Andando por uma trilha
Pro sossego usufruir
Se depara com o belo
Para um espetáculo assistir
É o som da cachoeira
Querendo lhe atrair.
Atrai todo ser humano
Que vive em busca de paz
Amantes da natureza
Uma visita sempre lhe faz
Um lençol dágua estrondoso
De relaxar é capaz.
Atrai muitos praticantes
Do montanhismo, então
São 45 metros
Caindo em busca do chão
É um jorrar dágua bonito
Que faz bem pro coração.
Nelcimá Morais 05/10
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terça-feira, 4 de maio de 2010
As marcas do machismo
Eu vou falar de uma coisa
Que é de todos conhecida
É da herança machista
Que por muitos é mantida
Deixa marcas abundantes
Até se formar feridas.
O machismo é uma doença
Há um bom tempo registrada
Que desaguou nesse mundo
Desde época passada
Prejudicando a todos
Devia ser ultrapassada.
O machismo está no sangue
E veio pra prejudicar
O homem e sua mulher
Jamais iam precisar
Desse tal comportamento
Que só nos faz humilhar.
Derruba uma relação
Conjugal estruturada
Porque vai sempre batendo
Como grande martelada
A mulher por sua vez
É a mais prejudicada.
Amar um homem machista
É viver no amargamento
O homem quer ser seu dono
Não respeita sentimento
Da mulher que do seu lado
Vive em constrangimento.
Não há amor que resista
Ao maldito machismo
O homem não dá o braço
A torcer pelo orgulhismo
Sua esposa que é sua posse
Vai viver no saudosismo.
Ela é sempre dependente
Das idéias do marido
Guarda o seu sentimento
Que jamais é proferido
Vai viver como robô
Com seu homem preferido.
Não tem direito a defesas
Tem sempre que concordar
Por mai amor que exista
O homem não quer aceitar
Que ela exponha seu saber
Pra ele não se humilhar.
No machista não se vê
Uma boa compreensão
Uma conversa agradável
Firmada na união
Do casal que sempre tenta
Uma boa relação.
Não quero dizer que o homem
Nunca queira amar não
Mas seu amor se transforma
Numa grande obsessão
Isso é base do machismo
Pra dizer que é machão.
O ser humano, meu povo
É livre para pensar
Não precisa ser carrasco
Pra uma mulher conquistar
Pondere o seu pensamento
Pra um grande amor conquistar.
Eu não sou uma feminista
Porque assim estou falando
Isso é tudo resultado
Do que eu vou observando
Vejo todos os dias
Famílias se desgastando.
Nelcimá Morais
J. Pessoa- PB. 05/10.
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MÃE


( Eu, minha mãe e minha filha)
É um ser sublime
Mulher em forma de flor
Sua bondade é tanta
Que até esconde sua dor
Exprime as suas maravilhas
Jorrando faíscas de amor.
Mãe que também é ternura
Mãe que também é emoção
Mãe que contenta seu filho
Com sua suave expressão
De um amor que nunca encerra
Dentro do seu coração.
Seja jovem ou idosa
Seja pobre, tem amor.
Seja rica ou sem estudo
Prá nós é sempre uma flor.
Está sempre com seu filho
Seja na alegria ou na dor.
Para todas as mamães
Eu quero aqui dedicar
Todo carinho do mundo
Pra esta rainha do lar
E pedir ao Pai Eterno
Para sempre lhe abençoar.
Feliz dia das mães!
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Uma visita à capital do Brasil





Foi um orgulho pra nós
Ir na nossa capital
Desde que nos casamos
Este era nosso ideal
Viva o Oscar projetista
Com seus traços sem igual.
É sensação agradável
Nessa cidade ficar
Apesar da corrupção
Que tende a desgastar
Uma imagem que é tão bela
Difícil de acreditar!
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quarta-feira, 24 de março de 2010
A poesia popular e a Demanda do Santo Graal
A Demanda do Santo Graal, possivelmente, uma das mais famosas e populares das novelas de cavalaria, originárias da Inglaterra e da França, é, provavelmente, um manuscrito do século XII. Chrétien de Troyes, que fazia sucesso na corte francesa, escreveu cinco romances sobre os personagens da Távola Redonda e o seu último trabalho teria sido: O Conto do Graal. O autor morreu antes de concluí-lo. Robert de Boron, no final do século XII, desenvolveu o tema Cálice Sagrado, a partir do romance inacabado de Chrétien, ligando-o à tradição arturiana. Uma lenda que, inicialmente foi glosada em versos e pertencia às canções de gesta francesas - poemas medievais cantados em linguagem popular – narrava os feitos heróicos dos reis e de seus cavaleiros e apresentava Percival como cavaleiro que "daria fim à Demanda do Graal".
Essas canções, de caráter noticioso, narravam de perto o acontecido, tendo como predominante o cavaleiro medieval que está diretamente incluído no combate em defesa da Europa Ocidental, sempre instigando a fé cristã e obtendo a aprovação da população em favor do movimento. Por volta de 1220, na França, o tema é colocado em novela e essa lenda, que antes era pagã situa-se como cristianizada; e é transformada em novela de cavalaria, mística e simbólica. Os cavaleiros passavam por situações perigosíssimas para defender o bem e o mal. Percival, anteriormente o escolhido, é substituído pelo cavaleiro Galaaz na busca pelo Santo Graal, transformando alguns símbolos, dentre eles: o Vaso e a Espada, em objetos de valor místico. Em estudos anteriores, verificamos que inúmeras traduções foram feitas para outras línguas, além do latim, francês e inglês, e cada país europeu somou suas próprias lendas às aventuras do Rei Artur e seus cavaleiros.
O tema, estudado, é bastante utilizado nos escritos da literatura e cobiçado entre os críticos literários. Por ser bastante complexo, deixa asas para uma vasta interpretação. Beliza (2001:145) encontra na Demanda do Santo Graal brechas para enfocar a presença feminina no universo cavaleiresco, quando observa que “a mulher representa a passagem para a atividade do cavaleiro como herói combatente e, assim, introduzi-lo a uma das mais relevantes ordens da sociedade medieval: a ordem do terceiro estado”. Ela ainda faz o seguinte comentário: A demanda é a busca da experiência humana com o Feminino enquanto vaso procriador da vida. Buscá-lo, demandá-lo é procurar a nutrição: “abastecer tôdalas mesas [ com o ] manjar “Característica do estágio matricial, o Grande Feminino, representado pelas oposições da vida e da morte, de Eva e da Virgem Maria [...]
Aos olhos de Zilma, escritora paraibana, poetisa e cordelista, a Demanda do Santo Graal é um texto, exclusivamente, de cunho religioso, onde a autora enfatiza com grande exaltação o herói Galaaz na busca pelo Cálice Sagrado – o cálice que Jesus usava na santa ceia.
Não tinha ouro nem prata
O penhor da Caridade
O Cálice da Aliança
Relíquia da Cristandade!
A taça que guarda o sangue
Que salvou a humanidade.
Os cavaleiros, na sua maioria, eram homens voltados para a comunhão, onde apenas um deles, Galaaz, obteve a sua realização. Jovem reconhecido como o "puro dos puros", o próprio Messias, simboliza um novo Cristo, atingindo o fim almejado depois de inúmeras aventuras – algumas relatadas no desfecho do cordel de Zilma Ferreira Pinto - que põem à prova todas as suas virtudes.
Tinha o porte de um Apolo
O rosto de um querubim
A força dos santos mártires
E a proteção de Merlim
Galaaz é o seu nome
E o Santo Graal o seu fim.
( Texto apresentado por mim no 1º Seminário Estadual de Estudos Medievais na UFPB)
Postado por Nelcima De Morais às 17:09 3 comentários Links para esta postagem
