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(Foto de Nelcimá numa passagem pela Pitombeira. Esta ainda é a calçada do forró, segundo os moradores.)
Eu conto aqui com detalhes
Histórias do meu avô
São coisas da minha infância
Eu lembro bem, sim senhor
Deixou-me muita saudade
Não lembrar é crueldade
Trabalhou feito um trator
II
Foi em busca de aventura
Que achou a sua mulher
Andou do brejo ao sertão
Mas não queria uma qualquer
Chegando no sabugi
Disse logo fico aqui
Vou ver qual moça me quer.
III
Conheceu lá uma jovem
E com ela se firmou
Se era bela eu não sei
Isso ninguém me contou
Seu coração era lindo
Vivia sempre sorrindo
Conquistou o meu avô.
IV
Até que os dois pombinhos
Um belo dia casaram
Queriam formar uma família
E de um lar precisaram
O casal foi procurar
Pra na Quixaba morar
E muitos anos ficaram.
V
O seu cunhado Inácio
Homem de muita valia
Tinha a política no sangue
Disso a gente sabia
Não nasceu pra agricultura
Ver a terra com fartura
Bem de longe ele queria.
VI
Entregou pro meu avô
Sua terra produtiva
Dizendo pra todo mundo
Minha idéia é construtiva
Uma família ali cresceu
Inácio então percebeu
― Acertei na estimativa.
VII
Minha avó que era Chiquinha
Tinha um bom coração
Vivia muito feliz
Com o marido Zé João
Esse era o meu avô
Pois lhe digo sim senhor
Recordar dar emoção.
VIII
Eu guardo bem na memória
Uma estória engraçada
Do seu Chico Pergentino
Por meu pai era contada
Aquele homem farrista
Era o primeiro da lista
Que animava a moçada.
IX
Essa estória se passou
No sítio da Pitombeira
Seu Chico fez um forró
Pra aquela gente faceira
Esse homem não sabia
Do grande tumulto que ia
Assustar a brincadeira.
X
Pra chegar na Pitombeira
Pouco tempo se gastava
Fica perto da Quixaba
Tudo lá se festejava
E quando tinha festança
Se via muita bonança
Bom cavalheiro chegava.
XI
Festa lá durava muito
Muitos dias se dançava
Vinha gente bem de longe
Uma multidão ajuntava
E seu Chico bom festeiro
Trazia um sanfoneiro
Que a freguesia agradava
XII
Num terceiro dia de festa
Apareceu um negão
Dançava com umas moças
Rodava feito pião
Na meia-noite sumiu
Cadê o homem? Ninguém viu
Disseram que ele era o cão.
XIII
O cavalheiro sumiu
Quando foi observado
Seu pé não era de gente
Era um pé bem mudado
Parecia um de morcego
Assim era o pé do nego
Deixou o povo assombrado.
XIV
Foi um tumulto tão grande
Que todo mundo assustou
Seu Chico fazer forró
Nunca mais ele topou
Uma moça que era a dama
Pé de valsa, tinha a fama
Dançar pra ela acabou.
XV
Mas vou dizer a vocês:
Essa estória engraçada
Eu não sei se é de trancoso
Ou se mesmo foi passada
São coisas que “paim” conta
Ela já estava pronta
Por isso não sou culp
XVI
Agora vou lhes falar
Da minha infância com amor
Com grande orgulho lhes digo
Na Quixaba com vovô
Vivi muita coisa boa
Lembranças que não enjoa
De um tempo sedutor.
XVII
Por trás da casa lá tinha
Um belo rio que corria
Aguçando os ouvidos
De quem por ali vivia
Bem no meio das pitombeiras
Muito serena e faceira
Era a água que corria.
XVIII
Quando tava anoitecendo
Todo mundo se sentava
A mando do meu avô
Na calçada escutava
__Voz do Brasil, seu sujeito!
O silêncio era perfeito
Todo mundo respeitava.
XIX
E por falar na calçada
Se contemplava um festeiro
Os vagalumes piscando
Em busca do nosso pereiro
Quanta beleza havia
A lua e as estrelas se via
“Alumiando” o terreiro.
XX
Brincadeira de criança
Era muito diferente
Jogo de pedra era bom
Refrescava a nossa mente
Correr e se esconder
Fazia a gente tremer
Divertia muito a gente.
XXI
Pela manhã, minhas tias
Que no pilão eram feras
Cheias de muito humor
Pegavam logo as tigelas
Não era uma missão qualquer
Pisavam milho e café
Essa era a vida delas.
XXII
Voltando a falar no rio
Quanta coisa me ensinou
De cambalhotas a banho
Ele nunca me poupou
Nadar com a correnteza
O medo, tenho certeza
Minha mãe atormentou.
XXIII
Aquele povo sabido
Não precisava estudar
Muita coisa ele sabia
Não se deixava enganar
Com muita sabedoria
Aquela gente vivia
A ensinar a poupar.
XXIV
Escovar dente com pasta
Quase nunca se usava
O juá pra todo dia
O vovô orientava
Amargando ou não a boca
“O pior é ir pra forca”
Em casa se escutava.
XXV
Outra coisa interessante
Que nunca vou esquecer
A quentura da areia
Pra batata aquecer
Queria eu, minha gente
Ver todo mundo contente
Naquele tempo viver.
XXVI
Foi uma vida agradável
Qualquer criança ia gostar
Vivíamos em harmonia
Ninguém podia negar
Olhar e sentir a pureza
Dessa ilustre natureza
Fazia a gente voar.
XXVII
Vou terminar o cordel
Não por falta de assunto
Quero em outro momento
Falar com amor profundo
Que a minha grande lição
Não veio da escola não
Foi do ensino do mundo.
XXVIII
Esse saudoso registro
Em estrofes de setilhas
Não poderia deixar
De dedicar pra família
Com um jeito informal
Não em forma de edital
Vou deixar pra minha filha.
Mª Nelcimá de Morais Santos –nelcima@hotmail.com
sábado, 30 de janeiro de 2010
Um capeta num forró da Pitombeira
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O batismo



Aproveito estas imagens
Para um poema formar
Nos reunimos aqui
E fomos comemorar
Aniversário e batismo
Você pode observar.
Numa alegria deslumbrante
Gabrielle se esbaldou
Foi ungida pelo Espírito
Santo que a batizou
Em seguida veio pra casa
E a sua velinha apagou.
Numa pose já desnuda
Ela está se apresentando
Com a sua prima, a mais velha
E a sua vovó babando
Depois com os seus priminhos
Tudo estava lhe agradando.
Bjos de sua titia
Nelcimá
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Um cordel para Helena e Terezinha

Nossa turma bem unida
Resolveu homenagear
Duas pessoas queridas
Que nos faz arrepiar
São exemplos de mulheres
Com muito amor para dar.
Durante nosso convívio
Nunca vimos coisa igual
Uma união deslumbrante
Parecendo amor carnal
Sei que ultrapassam barreiras
Mas de uma forma genial.
Cada uma tem seu jeito
Estão sempre em união
Uma é tímida, bem quieta
A outra sempre em ação
Brinca muito, extravasa
E se amam de coração.
É um prazer para nós
Ver esse amor transbordar
É um amor sem cobrança
Podemos testemunhar
Essa união bem sincera
Deus sempre vai abençoar.
Envolvidas na irmandade
E passando ensinamentos
Helena e Terezinha
Nosso agradecimento
Amem e vivam sempre assim
sempre sem arrependimento.
Estas palavras refletem
E deixam saudades também
Terezinha só sorrindo
E Helena:” Eu beijo bem
Caso e descaso
Não é da conta de ninguém”
Beijos de Nelcimá – 12/09.
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Uma homenagem aos monitores do Projeto Lazer e Saúde na terceira idade



I- Pra Thalita e pra Aline
Aqui nós vamos deixar
Uma singela homenagem
Pra cada uma guardar
No fundo do coração
E para sempre lembrar.
Talita uma moça séria
Porém comunicativa
Tem personalidade forte
E também é criativa
Inteligente, amiga
Com muita perspectiva.
Perspectiva bacana
Ajuda no seu crescer
Olhar as coisas com os olhos
De quem só deseja ter
Uma vida bem decente
É o que elas vão merecer.
Aline, menina meiga
Sempre muito atenciosa
Talita também nos mostra
Sua forma preciosa
Desejamos a essa dupla
Uma vida gloriosa.
Aline bem sorridente
Com jeitinho angelical
Humilde e prestativa
Parece não ter rival
Pra Thalita e pra Aline
Desejamos coisa igual.
São jovens merecedoras
Duas rosas pra dançar
Muitos bailes que a vida
Vai ajudar a embalar
Nos seus momentos constantes
Para um bom perfume exalar.
Exalar um aromático
Que é o perfume do amor
Pra embelezar suas vidas
Com as bênçãos do Criador
Tudo o que desejarem
Nós pedimos ao Senhor.
Pra Thalita e pra Aline
Aqui nós vamos deixar
Uma singela homenagem
Pra cada uma guardar
No fundo do coração
E para sempre lembrar.
Talita uma moça séria
Porém comunicativa
Tem personalidade forte
E também é criativa
Inteligente, amiga
Com muita perspectiva.
Perspectiva bacana
Ajuda no seu crescer
Olhar as coisas com os olhos
De quem só deseja ter
Uma vida bem decente
É o que elas vão merecer.
Aline, menina meiga
Sempre muito atenciosa
Talita também nos mostra
Sua forma preciosa
Desejamos a essa dupla
Uma vida gloriosa.
Aline bem sorridente
Com jeitinho angelical
Humilde e prestativa
Parece não ter rival
Pra Thalita e pra Aline
Desejamos coisa igual.
São jovens merecedoras
Duas rosas pra dançar
Muitos bailes que a vida
Vai ajudar a embalar
Nos seus momentos constantes
Para um bom perfume exalar.
Exalar um aromático
Que é o perfume do amor
Pra embelezar suas vidas
Com as bênçãos do Criador
Tudo o que desejarem
Nós pedimos ao Senhor.
As duas são bem bacanas
Souberam nos conquistar
Tiveram apoio de Saulo
Que também só faz somar
É rapaz conquistador
Está pronto pra lutar.
Lutar por grande futuro
Prum futuro bem brilhante
É desejo desses jovens
Que ainda são estudantes
Vamos torcer por vocês
Continuem perseverantes.
Feliz Natal! 12/09
Esta é uma recordação do grupo Terceira idade.
Feliz natal!!
Poema de Nelcimá Morais com pensamento de todos os colegas.
14/12/09
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O TEMPO DE SER FELIZ
Fotografia de uma senhora com mais de setenta anos tirada por mim, num passeio da Legião de Maria na Pedra do Ingá (ponto turístico da Paraiba)em outubro deste ano.
Dizia Mário Quintana
Sobre a felicidade
Que pro homem ser feliz
Só existe uma idade
Pra se sonhar, fazer planos
E enfrentar dificuldade.
Somente um tempo na vida
De cada pessoa é possível
Ter energia bastante
E se tornar invensível
Se encantar com a vida
Pra nada ser impossível.
Se encantar com a vida
E apaixonado viver
Desfrutar do nosso mundo
E em harmonia se manter
Não ter medo e não ter culpa
De demonstrar o prazer.
Viver uma fase dourada
E ser capaz de criar
Criar a felicidade
Uma boa vida recriar
Investir na própria imagem
Pro seu ego melhorar.
Vestir-se de todas as cores
Alegrar o coração
Provar de vários sabores
Sempre com educação
Valorizar a saúde
E às vezes dizer não.
Tempo de entusiasmo
E coragem pra mostrar
Que todos os desafios
São convites pra lutar
Esses convites à luta
Não se deve ignorar.
Lutar por disposição
E enfrentar novidade
Tentar de novo e de novo
Pra encontrar felicidade
Quantas vezes for preciso
Sempre há possibilidade.
Essa idade que falo
Não está distante, não!
Tão fugaz na nossa vida
Do INSTANTE tem a duração
É o PRESENTE, é o AGORA,
Aproveite-a meu irmão!
Nelcimá Morais
02/11/09.
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SER IDOSO
Ser idoso é privilégio
Por longa data alcançada
Viveu uma longa vida
Por muita gente almejada
Passou por muitos obstáculos
Mas sempre a Deus confiada.
Idoso é fruto maduro
Com grande experiência
É um grande sonhador
Planeja a sua vivência
Recheia a sua memória
Pra não cair na demência.
Faz passeio, faz amigos
É um eterno estudante
Se exercita, faz planos
Tem alegria abundante
Merece grande aplauso
Esse grande habitante.
O calendário do idoso
De amanhãs repleto está
Vive o dia de hoje
Pensando no outro chegar
Busca intensamente
Sua experiência mostrar.
Postado por Nelcima De Morais às 09:30 0 comentários Links para esta postagem
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Num momento de produção poética
Num momento como este
Tudo pode acontecer
Juntando vários alunos
Pra uma boa leitura obter
Consegue-se um resultado
Que vai nos surpreender.
São meninos e meninas
Com vontade de brincar
Vê-se nos olhos deles
Que também querem estudar
É só se ter paciência
E nem tudo escutar.
O que também prevalece
No momento observado
É a curiosidade
Pelo bem apresentado
Fica fácil de entender
O texto que foi formado.
Formaram diversos textos
Exporam seus pensamentos
Mostrando que suas histórias
Com cada ensinamento
Formavam um belo registro
Valorizando o momento.
Eu fiquei muito feliz
Com o resultado obtido
Aquilo que almejei
Do projeto foi mantido
A Deus quero agradecer
O sucesso obtido.
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