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terça-feira, 23 de julho de 2013

Feijãozinho Teimoso


domingo, 21 de julho de 2013

DALINHA CATUNDA - PICÃO ROXO - por Edilson Galvão

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mensagem às mamães

MENSAGEIRO*

Mensageiro do teu ventre
Onde recebi abrigo
Projetei signos ancestros
Do saber dos mais antigos
Na maternal hospedagem
Só foi possível a viagem
Porque tinha um grande amigo.

Teu coração veio comigo
A tua essência também
Vi a imagem da vida
À luz dos astros do além
Graças a ti, hoje sou
Espelho do teu amor
À deriva do teu bem.

Deus te abençoe, Amém!
Vida longa para ti
Nas orações me salvaste
Por bem pouco não morri
Aos mimos acalentado
Para cair sossegado
Ao leito para dormir.

Ensinaste, aprendi
Num grande amor é assim
A luz perpassa a montanha
Mas brilha a partir de mim
Teu amor é uma história
Da dinâmica da memória
Que nunca mais terá fim.

João Pessoa, 12 de maio de 2013
Este poema fiz em homenagem a todas as mães do mundo e, em especial à minha mãe, Anália Alves de Araújo, que mora no coração de Princesa, no Sertão paraibano. Ela é responsável também pelo nosso dom poético, minha bola de Ouro espiritual, a quem quero tanto bem. Beijos.
Nélson Barbosa de Araújo

terça-feira, 26 de março de 2013

Invocação a Jesus pela seca no meu sertão

Jesus! tende piedade
Do povo do meu sertão.
Conviver com essa seca
Ninguém aguenta, não,
Com os animais morrendo
Vai faltar também o pão.

Sabíamos que tudo isso
Já podia acontecer
No sertão, por natureza,
É difícil de chover
O que sustenta é a fé
Que temos no Seu poder.

Peçamos também, Senhor!
Pro político esclarecer
Da grande necessidade
De reservatórios fazer
É só isso que precisa
Pra região se abastecer.

Água é nosso alimento
A coisa mais preciosa
Quando a temos em abundancia
A vida é bem mais gostosa
Mas o que sentimos agora
É sensação pavorosa.

Peço-vos, por caridade!
Acode esse povo sofrido
Derrama nessas torneiras
Esse líquido preferido
Reacende aquela chama
Do nosso torrão querido.
                              Nelcimá morais

sábado, 23 de março de 2013

Para as mulheres

TODAS AS MULHERES
*
Mulher melindrosa
Bonita e faceira
Safada brejeira,
Rude perigosa
Desfila garbosa
Com sua bandeira
Na missa na feira
No lar no bordel
Cumpre seu papel
Com ar de guerreira.
*
Mulher mal-amada
Sem eira nem beira
Que fala besteira
E desatinada
Se diz estudada
E bate no peito
Botando defeito
Em tudo que ver
Não sabe crescer
Mas deve ter jeito.
*
Mulher atrevida
 Que rir e graceja
Que toma cerveja
Que é seduzida
Que gosta da vida
De amor e paixão
Sem elo ou prisão
Tem autonomia
E sem ser vadia
Respira emoção.
*
A mártir do lar
Mulher não quer ser
Aprendeu bater
Pra não apanhar
Se o homem tentar
Ele entra na lenha
Maria da Penha
É lei que vigora
Quem bate agora
Algema desenha.
*
Mulher quer carinho
Não foge do laço
E sem embaraço
Refaz seu caminho
Quer flor sem espinho
E quer ser querida
Ser reconhecida
Em tudo que faz
Ser igual lhe apraz
Por ser aguerrida.
           ( Dalinha Catunda)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

encerramento de uma formação p/ agente de saúde: medicina alternativa ao vivo e com a apresentação de um cordel de minha autoria A cura de outrora



Antigamente meu povo
Na natureza se achava
Remédio pra todo mal
No mato se procurava
A nossa avó com cuidado
Com as raízes curava.

Eram raízes e folhas
Cascas e flores também
E tudo era preparado
Pronto pra fazer o bem
Tomado com muita fé
Era só dizer Amém.

Hortelã folha miúda
Na AFTA podia usar
Ou a alfazema braba
Você não vai duvidar
Os dois em forma de chá
Pra bochechar e tomar.
...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Natal

NATAL  AGRESTE
*
O natal que vejo agora
É um natal diferente
É só compra e presente
Jesus, o povo ignora.
Saudades tenho d’outrora
Do natal que antes tinha
O presépio era lapinha,
Montado lá na matriz,
 Na igreja o povo feliz
Rezava sua ladainha.
*
Se era simples o presente
Nunca vi reclamação,
Era só animação
Da criançada contente
Animando ambiente
Que hoje não vejo igual.
A árvore de natal
De garrancho era feita
E eu ficava satisfeita
De ajudar no ritual.
*
Era mesmo devoção
Ir para missa do galo,
A ceia era um regalo,
Nos natais do meu sertão
Tinha comemoração
Mas tinha o Deus menino
No templo nordestino
Nos meus natais do agreste
Onde a estrela celeste
Guiava nosso destino.
Dalinha Catunda