quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O poeta e o folheteiro
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Bastinha Job/ACC
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sábado, 11 de agosto de 2012
Saudades do meu pai
É para o senhor, painho!!
Pra painho que está no céu
Agora eu quero mandar
Um abraço bem apertado
Que aqui não posso abraçar
E dizer que a cada dia
Saudades, só faz aumentar.
Ainda é grande a angustia
Que resolveu me envolver
Mas lhe prometo, meu pai,
Que isso eu quero esquecer
A alegria procuro
Pra minha vida engrandecer.
O senhor foi escolhido
Por Deus, para ir morar
Num mundo cheio de paz
E pra sempre descansar.
Viveu aqui com esforço
Pra sua família alegrar.
Painho, oh, meu painho!
Eu quero agora dizer
Que o seu ensinamento
Eu nunca vou esquecer
Com muito orgulho eu guardo
Pra melhorar o meu viver.
Que o bom Deus nos abençoe
E nos faça acostumar
Celebrar a sua ausência
E em orações mergulhar
Viva a dádiva celeste!
E me abençoe! Nelcimá.
( reedição)
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Desabafos dum alcoólatra
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Abrace a preservação
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terça-feira, 22 de maio de 2012
A trajetória de D. Gilô
Quero registrar aqui o meu orgulho por saber que muita gente ainda valoriza a poesia de cordel. Fui procurada por uma familia que resolveu embelezar as mesas da festa do aniversário de sua matriarca, com um cordel contada a sua história por ela ser uma pessoa que valoriza muito a cultura popular. Eis aqui o que pude fazer:
Hoje é dia de festa
Grande comemoração
90 anos de vida
Recheados de emoção
Vive assim D. Gilô
Filha de Sebastião.
Nascida aos 15 de maio
Em Poço de Pedra morou
No estado do Piauí
E pouco ela estudou
Sua mãe Maria Luíza
Nessa filha caprichou.
Pouco estudo ela teve
Porque seu pai não aceitava
Somente assinar o nome
Naquele tempo bastava
Era o costume da época
E a moça se conformava.
Brasilina, no registro,
Como Gilô conhecida
Desde menina mostrou
Que era bem destemida
Grande a sua inteligência
A Deus muito agradecida.
Quando ainda era jovem
Começou a trabalhar
Fazia as tarefas de casa
E ao seu pai ia ajudar
Uma criação de bodes
Ela ajudou a formar.
Aos 16 anos de idade
Era uma moça faceira
Costurando aos pouquinhos
Fazia roupas de primeira
E quando mal acreditava
Tornou-se uma boa costureira.
Essa mocinha Gilô
Muito bem ela dançava
Aos bailes que ela ia
Só quando o seu pai deixava
Mostrava-se uma boa dançarina
Todo mundo admirava.
Foi num baile de família
Que o seu príncipe encontrou
Seu namoro durou pouco
Porque logo ela casou
E pra sua lua de mel
Esse casal viajou.
Uma viagem inesquecível
Vocês podem acreditar
Passaram dias na estrada
Dormindo sob o luar
Guardaram muitas lembranças
Para o amor testemunhar.
Uma grande cavalgada
Do Piauí ao Maranhão
Galopando com os tropeiros
Ela nunca esqueceu, não,
Seu aconchego era o mato
Assim selou sua união.
D. Gilô com sua força
É uma privilegiada
Aproveitou a natureza
Nela se sentiu muito amada
Ficou grávida, sete vezes
Sentindo-se bem agraciada.
Foi mulher comerciante
Também mulher fazendeira
Mulher de caminhoneiro
E uma boa cozinheira
E hoje aos 90 anos
Ainda é mulher redeira.
No estado do Piauí
E também do Maranhão
Iniciou a família
Com seu esposo Adão
Encerraram a sua prole
Ana Luíza e Tião.
Em 23 de abril
Data jamais esquecida
Perdeu o pai de seus filhos
Que lhe causou uma ferida
Ficou Gilô transtornada
Uma mulher entristecida.
Olhando para as crianças
Viu que tinha que lutar
Confiou no Pai eterno
E começou a costurar
Foi assim com inteligência
Que passou a se orgulhar.
Criou, assim, cinco filhos
Viúva, mas corajosa
Vivia dum lado pro outro
Pra costurar não tinha hora
Mantinha todos na escola
E se sentia orgulhosa.
Hoje ela tem Vilani
Tem Lulu, não tem Tião
Tem Socorro e tem Assis
E ainda tem o Adão
É um conjunto de filhos
Que alegra o seu coração.
Morando na Paraíba
Pra família acompanhar
Foi ficando e foi gostando
Até se apaixonar
Apaixonar-se daqui
Não lhe queiram censurar.
Mas da terra natal
Ela nunca esqueceu
Vive sempre viajando
Levando um parente seu
Faz questão de usufruir
Da cultura que aprendeu.
Sabemos de uma história
Que achamos engraçada
Foi numa dessas viagens
Que ficou atrapalhada
Trazendo o seu periquito
Ela ia sendo multada.
Bem no meio da estrada
Veio uma fiscalização
Dona Gilô quase pasma
Tremia até o coração
Um neto dizia: não traga
Mais seu periquito, não!
Ainda come de tudo
É amante do toucinho
Sua comida é gostosa
Refogada com carinho
E também conta piadas
Esse aqui é que é o caminho.
É divertida com os netos
Orgulha esse timão
É um exemplo de avó
Mas não tem paciência, não,
Mesmo assim vai cultivando
Seus amores do coração.
Grande mulher, ela merece
Uma festa de arrombar
E pedimos ao Deus Pai
Para lhe abençoar
Dona Gilô, parabéns!
Até o outro ano chegar.
J. Pessoa-PB
Maio de 2012
Texto poético: Nelcimá Morais
Texto informativo: suas filhas Vilani e Socorro.
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Mãe, mainha, mamãe
Mulher em forma de flor
Sua bondade é tanta
Que até esconde sua dor
Exprime as suas maravilhas
Jorrando faíscas de amor.
Mãe que também é ternura
Mãe que também é emoção
Mãe que contenta seu filho
Com sua suave expressão
De um amor que nunca encerra
Dentro do seu coração.
Seja jovem ou idosa
Seja pobre, tem amor.
Seja rica ou sem estudo
Prá nós é sempre uma flor.
Está sempre com seu filho
Seja na alegria ou na dor.
Para todas as mamães
Eu quero aqui dedicar
Todo carinho do mundo
Pra esta rainha do lar
E pedir ao Pai Eterno
Para sempre lhe abençoar.
Feliz dia das mães!
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