(Fotos minhas)
É muito gratificante ficarmos por algum tempo nesse local que nos enche de emoção. Como são belos e grandiosos os feitos do Nosso Criador. Além de curtirmos a vista panorâmica, ainda podemos degustar das comidas típicas (buchada) e lavarmos as mãos como fazíamos nos tempos da vovó.
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As várias lendas da Pedra do Tendó
A pedra do Tendó serviu de inspiração a vários poetas e sobre ela correm inúmeras lendas. Distante, aproximadente, três quilômetros de Teixeira, faz parte da Reserva Ecológica criada em 16 de outubro de 1992.
Segundo alguns, o nome Tendó é atribuído ao grito desesperado de uma vítima que, após ferrenha discussão e luta com um inimigo, teria caído no abismo. Tem dó Era o apelo que ecoava ao longe captado por moradores das proximidades, como pedido de clemência.
Em registro vernacular, Tendó significa abrigo. O local de fato, era usado pelos tropeiros, servindo de pouso durante as viagens feitas pelos comerciantes que partiam das Espinharas em destino a Pernambuco.
Com uma altitude aproximadamente 800 metros, o bloco cristalino que aflora de cima do morro é circundado por rochas graníticas isoladas. Conhecida como a "pedra que geme", ou que chora, tem apavorado muitas pessoas e aguçado a curiosidade de outras. Na realidade, o fenômeno é explicado pelo eco produzido pela propagação do som.
Como a pedra do Tendó está localizada à margem da estrada que liga Patos a Teixeira, a ela é atribuído outro fato extraordinário. Uma força energética age possibilitando a subida dos veículos na ladeira, mesmo estando desligado o moto. O fenômeno, para alguns viajantes e moradores da área, é atribuído aos poderes da pedra.(NOTA do WebMaster: "Na verdade este é um fenômeno explicado pela Física, como a inclinação da Serra é maior que a inclinação da ladeira que é de sentido oposto, faz com que o carro esteja descendo a serra e não subindo a ladeira pelo efeito da força da gravidade).
Outra lenda diz respeito aos inúmeros acidentes envolvendo pessoas atraídas pela imensidão do precipício.
Há o caso dos irmãos Clarindo e Ramiro. Este último, noivo de Juliana, teria encontrado a sua amada juntamente com o irmão, num passeio romântico, sobre a pedra. Assustados por terem sido flagrados, teriam perdido o equilíbrio e mergulhado para a morte.
Contam os antigos que Ramiro não teve mais sossego depois desse acidente, tendo desaparecido. Tempos depois, caçadores teriam encontrado trapos de pano, servindo de ninho às aves da redondeza, e afirmaram ser restos da roupa do rapaz.
Segundo narram o crédulos, em noite de lua aparece ao longe a imagem de um casal, passeando sobre a rocha; noutro local, surge uma figura, lamentando-se da traição sofrida e do complexo de culpa por ter provocado a morte dos entes queridos.
Há ainda a versão de que o irmão traído se atracara com o traidor e este teria caído no abismo aos gritos tem dó, e que Juliana, tendo enlouquecido, vivera por muito tempo, rondando o local em busca do seu amado.
A ex-prefeita de Teixeira, Sra. Rita Nunes Pereira, construiu uma santuário, onde colocou uma imagem de Nossa Senhora das Graças, que é visitada por diversas romarias. A prefeita teria recebido uma carta de um funcionário do Detran em João Pessoa, que nunca teria ouvido falar na tal pedra, e que sonhara com Nossa Senhora das Graças e no sonho ela dizia que enviasse uma carta a prefeita de Teixeira para que ela colocasse numa pedra, chamada tendó, uma imagem de Nossa Senhora das Graças, pois Teixeira fora escolhida para a passagem do seu filho quando voltasse à Terra.
O mais interessante foi quando, abriram a pedra pra fazer a gruta para Santa e já estava lá o local oco, e até um pequeno pedestal, para ser colocada a imagem. Algumas pessoas que fizeram promessas lá, já tiveram seus pedidos atendidos.
Xavier, Maria do Socorro Batista. De Canudos a Teixeira.,2000
Escrito por Administrator
A maldição do Teixeira pelo Padre Ibiapina
Na gente do Teixeira, perdurou por muito tempo a memória da maldição que o Pe. Ibiapina lançou sobre o Teixeira. Quando surgia alguma desgraça ou tragédia, logo se ouvi o comentário: " E' a poeira das sandálias do Padre Ibiapina, que paira sobre o Teixeira".
O Padre Ibiapina fizera missões na serra do Teixeira, e ali iniciara com auxilio do povo a construção do cemitério, que posteriormente recebeu a benção (07/06/1860) em outra santa missão pregada pelo capuchinho Frei Serafim. Isso, antes do inicio do paroquiato do vigário Bernardo. Logo que este chega, desencadeia-se uma onda de crimes e cangacerismo, enlutando as famílias Teixeirenses e criando um abismo de ódio e vinganças. E' nesse ambiente que volta o Pe. Ibiapina. A 20 de janeiro de 1864, escrevia o Teixeirense em seus ataques polêmicos: "Tivemos também a honrosa visita do Rev. Ibiapina; prestou revenatas serviços. Deixou em começo uma casa de Caridade. Caridade nesta terra, teatro de malversações e de crimes! Procurou conciliar os espíritos, mas uns tais Dantas que aqui temos para nosso flagelo e dos habitantes do lugar, não quiseram conciliar". Diante disso, o Padre Ibiapina lançou o seu repto profético.
"O estado deste termo e' horrível, seu paradeiro será fatal. Por sua devassidão e' uma Sodoma. O Reverendo Ibiapina já' declarou que o castigo dos céus estava iminente. Sendo convidado para vir de novo aqui missionar, recusou, declarando que em lugar, onde a virtude vive suplantada e aterrada, e o vicio e o crime progredindo e florescendo, não podia assistir sem que primeiro o castigo de Deus se fizesse conhecido certo".
Como o contexto da a entrever, o objetivo da maldição não foi diretamente o povo Teixeirense, mas sim "o vicio do crime", bem como a recusa de conciliação. Alias, a politicagem suja, o banditismo, a desunião das famílias foram sempre visto por muitos Teixeirenses como a verdadeira maldição do Teixeira. O Pe. Ibiapina só' teria denunciado a causa de uma " maldição " já' existente.
Textos retirados do site: Teixeirapb.com.br
sexta-feira, 29 de julho de 2011
A pedra do Tendó
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Divulgando o cordel
Amigos,
Se for possivel divulguem este evento para mim.
Um abraço a todos,
Dalinha
CORDEL NA FLIT
O Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Educação realizará, no período de 25 de julho a 03 de agosto de 2011, em Palmas, a Feira Literária Internacional do Tocantins – FLIT.
O cordel que vem tendo um ano promissor terá um espaço especial na FLIT. Além de cordelistas, repentista e declamadores de vários Estados a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, convidada, terá boa parte de seu colegiado participando deste evento.
O Presidente Gonçalo Ferreira da Silva, Mestre Azulão, Chico Salles Moreira de Acopiara, Manoel Monteira e eu Dalinha Catunda uma saia entre tantas calças.
Farei o recital: “Sertaneja, Sim Senhor!” Em duas apresentações, nos dias 30 e 31. Além de nossas apresentações teremos o espaço Estação Cordel na Praça dos Girassóis para expor e vender nossos cordéis
O Cordel de Saia dará mais informações no decorrer da semana.
Abaixo um poema de minha autoria para Palmas:
*
BELA DAMA DO CERRADO
Palmas, linda capital
No centro desta nação
Totalmente programada
Assim foi tua construção
Muito bem arborizada
E vendo-a fico encantada
E até faço louvação.
*
És maior em Tocantins
Mimosa flor do cerrado,
Tão jovem e tão bonita
Bem segura em teu traçado
Olhando tuas palmeiras
Relembro minha Ipueiras
Que até hoje é meu condado.
*
A Palma do buriti
Que é farta no Jalapão
E também é encontrada
Pras bandas do meu sertão.
Bela dama do cerrado,
Neste encontro bem marcado
Roubaste meu coração
--
Dalinha Catunda
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.cordeldesaia.blogspot.com
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domingo, 3 de julho de 2011
Paraíba em verso
tema: Literatura popular - O caso do cordel
Objetivo: Fomentar a discussão sobre a importância deste tipo de literatura na cultura nordestina, a utilização de tecnologias da informação e divulgação a produção regional da literatura de cordel.
Dia: 05 de julho de 2011
Local: Auditório 211 do CCSA, ás 19:30h.
Atrações culturais:
Pescoçinho da Paraíba
Beto Brito (lançando seu novo cordel)
palestrantes:
Professora Beth Baltar
e convidados
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
São João em Sta Luzia/PB
Esta é a minha cidade
Este é o meu São João
Amo demais minha terra
Mas lá eu não vi cordel, não,
Fiquei muita chateada
Por tamanha omissão.
Barraca pra todo lado
Muita gente pra dançar
Mas esqueceram um pouquinho
Da Cultura popular
Cordel e artesanato
Ninguém encontrou por lá.
Terra de grandes poetas
Muito artista popular
É gente bem criativa
Muita coisa pra mostrar
Saindo de sua cidade
Pro seu bem apresentar.
Todo artista merece
O seu produto vender
Não sei qual foi o motivo
Por que quiseram esconder?
Uma barraquinha de cordel
Nos ia favorecer.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
Os dizê de seu Nem
Tá no cabo da enxada
Na estaca dum mourão
Naquele pau de galão
Com lata dipindurada
Tá na sombra da latada
Tá na páia do coquêro
No claro dum candiêro
No barro dum pé de pote
Ta no estalo do chicote
E no aboio do vaquêro.
No chêrin daquela terra
Assim quando a chuva cai
O Sol se amoita e num sai
Se esconde por trás das serra
Nada mais num se emperra
Fica tudo bem bonito
Desde o boi inté o cabrito
Dos cachorro a gataiada
Homi, véi, muié safada
De feliz se oiçe os grito.
Tá na corda do violão
Plangente na calmaria
Tá num solo, na harmonia
Batida e marcação
Aperriando o coração
Tá no ritmo do pandêro
Na esperteza do violêro
Na maneira do improviso
Que mexe inté com o juízo
De um modo bem verdadêro.
Tá nas prosa nordestina
De toda forma contada
Nas budega, nas calçada
Onde o caba se atina
Bem ligeiro se anima
No embalo ritmado
Do cordel elaborado
Pelo caba bem matuto
Que na vida é tão astuto
Que incanta gente aos punhado.
No sabor de uma aguardente
Tomado de uma lapada
E com a careta armada
O caba até trinca o dente
Debaixo dum solzão quente
O matuto, o beradêro
Nordestino, Brasileiro
Se apruma e sai andando
De feliz cantarolando
Pelo mei do tabulêro.
Tá também é na vivênça
Do povo batalhador
Que sempre com muito amor
Respeita as suas crença
Que sempre que pode pensa
Nas vida tal como é
No povo que tem sua fé
E em todo tipo de santo
E tanto alegre ou em pranto
Sabe bem o que é que quer.
Tá numa arataca armada
Armadilha do destino
Tá nos tempo de menino
Brincadêra, presepada
No decorrer da jornada
Tá nessa revelação
Tá na imaginação
Tá em todo o pensamento
Tá no prazer do momento
E é do todo o coração.
Tá na cara estampada
Toda a fome e a pobreza
Tá na vida sertaneja
Em toda seca enfrentada
Na lavoura castigada
Tá na aridez do sertão
Na esperança do povão
Tá nesse calor ardente
Tá no olhar sempre pra frente
E no amor por esse chão.
Naquela mão calejada
Que desliza suavemente
Por aquele corpo ardente
Da sua mulher amada
Sua musa idolatrada
Onde encontra inspiração
Pra quem o seu coração
Se enche de alegria
Dia e noite, noite e dia
Com muita satisfação.
Todo amor, simplicidade
Esse encanto e a formosura
O sentido e a doçura
Da minha bela cidade
Sem me faltar com verdade
Seu Nem já me dizia
Isso lá em Santa Luzia
Que o matuto paraibano
Seu lugar segue lembrano
Até o fim dos seus dia.
Paulo Cesar Dantas - DO blog Peleja de paraibano
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sábado, 4 de junho de 2011
E viva a cavalhada
Nesta manhã 23
De junho - 2009
Surgem profundas lembranças
E o saudosismo me envolve
Revejo com entusiasmo
O que o povo promove.
Desde bem pequenininha
Em Santa Luzia vivi
E aqui na avenida
Cavalhada sempre assisti
Era o azul e o encarnado
E pelo azul eu torci.
Revendo agora a avenida
Da cultura popular
Assisto a grande espetáculo
Do povo desse lugar
A cavalhada, acredito
Nunca ela saiu de lá.
É pra mim um espetáculo
Jorrado na natureza
É cavalo e cavaleiro
Entrelaçando a beleza
Das cores se contrastando
Mostrando a sua grandeza.
Apresentaram pra todos
Que ali tavam assistindo
Outros veios da cultura
Com o povo aplaudindo
Corrida do saco e do ovo
E o grupo Aruanda vindo.
Ao grupo da cavalhada
O Aruanda se juntou
E uma grande euforia
Com o povo também formou
Foi um momento belíssimo
Que até cavalo dançou.(Santa Luzia-PB)
(reapresentação da postagem)
Nelcimá Morais
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Quadras ao Senhor São João
Dizendo o que eu tenho em vista
Faço agora o meu louvor
Ao Senhor São João Batista
Primo de Nosso Senhor.
Dêem-me senhores, licença
Para em meu verso falar
Da beleza e santidade
Do santo que vou louvar.
Uns lhe fazem brincadeiras,
outros, fogueira e balão.
Eu lhe fiz estas quadrinhas
Tiradas do coração.
Lembrando que em profecias
Nos foi São João prometido
De Izabel e Zacarias
O precursor foi nascido.
Ah! Que bonito menino
De cabelo cacheado!
O meu São João pequenino
Ao carneirinho abraçado.
No deserto foi criado
E alimentado com mel
Até que fosse enviado
Ante o povo de Israel.
Roupas de pele vestindo
Rude cajado na mão
Vai sua missão cumprindo
A batizar no Jordão.
Os caminhos preparando,
Voz a clamar no deserto!
Vai o Cristo anunciando,
Dizendo – “Deus está perto.
E Daquele que anuncio,
E já entre vós é chegado,
Desatar-Lhe não sou digno
As correias do calçado”.
Assim disse, e, assim, um dia,
Chega o Senhor dos Senhores
E o batismo lhe pedia
Em meio dos pecadores.
Tanto a esperá-Lo, destarte,
São João Lhe interroga assim:
Eu quem devia buscar-te!
E és Tu quem me vens a mim!?
E o Mestre lhe diz, então:
- Vem-Me cumprir o previsto.
E ali, no rio Jordão,
João batizou Jesus Cristo.
Depois, tendo assim cumprido
Seu mistério e Fé
Foi morto por um pedido
Da perversa Salomé.
Ah! Que bonito menino
De cabelo cacheado!
O meu São João pequenino
Ao carneirinho abraçado.
Meu São João martirizado
Pelas maldades de Herodes,
Hoje no céu assentado
Rogar por nós, bem que podes?!
No céu te assentas fagueiro
Num salão engalanado,
De Jesus o pregoeiro
Pelos anjos festejado...
Roga por nós, São João
Que o povo em ti acredita.
E ao som do xote e baião
Tua festa é tão bonita.
Aqui te alteiam nos mastros
Pelas noites brasileiras
Sob a luz que vem dos astros
E ao clarear das fogueiras.
Mas dizem que no teu dia
Ficas, São João, a dormir?
Assim a minha poesia,
Meu Santo, não vais ouvir!?
Acorda! Se está dormindo,
Que Santo não tem cansaço
E escuta o que estou pedindo
Na louvação que te faço.
Se és Santo casamenteiro,
Meu Santo Senhor São João,
Traz de volta o cavalheiro
A quem dei meu coração.
ZILMA FERREIRA PINTO – poetisa paraibana erudita-popular
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