Cada ano que se encerra
Na mente do ser humano
Deixa um recém nascido
Nutrido de muitos planos
Sobre o ano aposentado
O povo entusiasmado
Sauda o novo ano.
É um que vai se entregando
Meia-noite é transição;
É quando outro ano nasce
Em plena comemoração
A luz acaba o escuro
Focalizando o futuro
Alentando a ilusão.
Cada um, sua razão
De chorar ou de sorrir
Por valores que perdeu
Ou não pode conseguir
Outros tanto conseguiram
Mas, todos já aderiram
Ao ano que há de vir.
Cada um sabe de si
Da perda e também da glória
Leva consigo do velho
Uma lista na memória
Munido de substâncias
Desafia as circunstâncias
Para compor sua história.
Se a colheita foi simplória
Ou abundante demais
Cada um que pede a Deus
Nos milagres que ele faz:
Amor, dinheiro e saúde
Sucesso, força e virtude
Vida, união e paz.
Como a caatinga faz
Sobretudo, o juazeiro
Renova sua folhagem
Pra a chegada de janeiro
Que seja assim nosso povo:
Na busca de um mundo novo
Vista um sonho verdadeiro.
E peça muito ligeiro
à sagrada providência
Que dê ao povo, saber
E aos políticos, consciência
Para o povo poder
Exigir e eleger
O combate a violência.
Comece a benevolência
De educar para a vida
Respeitar, compreender
Inventar alternativa
Aprender com a natureza
E trabalhar com destreza
De maneira criativa.
Deletar essa inventiva
De um tal de papai Noel
Este ilude as crianças
Dizendo que vem do céu
Nessa proposta indecente
Os pais é que dão presente
Ele que ganha o troféu.
Basta tirar este véu
Que encobre a imagem pura
Há tantos heróis de fato
Na nossa literatura
Que pintam a realidade
Com sonhos que na verdade
Acontecem com ternura.
Até porque essa usura
Que a propaganda faz
Desconsidera o prestígio
De quem se esforçou demais
Em dimensão regular
Nunca se deve ocultar
O heroísmo dos pais.
No tocante aos ideais
Façamos grande investida
Provando a capacidade
Da nossa força contida
Com feito sério e profundo
Vamos sacudir o mundo
Buscando os sonhos da vida.
Pedir bastante juízo
Ao pai de todo esse povo
Para um pensar coletivo
Sem curral e sem estorvo
Que a vida seja uma escola
Sem precisar de esmola
Na passagem de ano novo.
Fazer o menino novo
Entender isso ligeiro
Que a força do coração
É que traz bom companheiro
E torna tudo contente
Que o valor de um presente
Não se mede com dinheiro.
O poeta mensageiro
Com grande satisfação
Deseja muito sucesso
A toda essa nação
Tenha um feliz ano novo
Sentindo a alma do povo
E muita paz no coração.
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Feliz 2011 para todos nós. Muita poesia, paz sucesso, amor. Um abraço de NELSÃO..
J. Pessoa-PB
sábado, 1 de janeiro de 2011
Cordel do Ano Novo
Postado por Nelcima De Morais às 16:00 3 comentários
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A Legião de Maria ( Fui agraciada com uma humilde, mas grande confraternização na minha residência )



Vou apresentar pra vocês
Um grupo que tem poder
Poder de comunicar
De marchar e combater
Perseverar com Maria
E obstáculos vencer.
É Legião de Maria
O grupo denominado
Associação de católicos
Por muitos admirado
Também chamado de exército
É assim organizado.
Um grupo bem numeroso
Pelo mundo a batalhar
Comandado por Maria
E está sempre a buscar
Coragem e muita fé
Para o universo salvar.
Um exército bem disposto
Com Jesus no coração
Vigiado pela Virgem
A Virgem da Conceição
Saindo de lar em lar
Para evangelização.
Maria Medianeira
Maria Imaculada
Modelo vivo de Deus
Uma Divina encarnada
Com poder ilimitado
Uma Virgem desposada.
Do Espírito Santo de Deus
Pra ser a Mãe de Jesus
Ela foi a escolhida
E o seu rebanho conduz
Sua doçura e esperança
Pra Sua Legião reluz.
Excelsa e Celeste Rainha
Ela quer o mundo salvar
Pro Seu filho Jesus Cristo
Que morreu por tanto amar
Para o mundo e a Legião
Mãe, sempre irás brilhar!
Nelcimá Morais - 2010
(legionária)
Postado por Nelcima De Morais às 16:43 1 comentários
Meus cordéis em Brasilia














projeto elaborado pela profª Kátia Rodrigues, numa escola do ensino fundamental. Fiquei bastante honrada com a homenagem e parabenizo a profª com os seus alunos pelo brilhante trabalho
Postado por Nelcima De Morais às 07:28 2 comentários
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Um bom Natal
Quero enviar pra você
Meu abraço carinhoso
Com espírito natalino
Num presepio grandioso
Pedindo ao Menino Deus:
Dê-lhe um Natal honroso.
Viver o Natal do Senhor
Em grande celebração
Com sentido verdadeiro
É abrir seu coração
Renovar os sentimentos
E abrir-se para o perdão.
Construir humildemente
Um presepio bem bonito
Muito bem iluminado
Pra Jesus ser acolhido.
O íntimo de cada ser
Vai brilhar pra Jesus Cristo.
Feliz Natal!
Nelcimá Morais/2010.
Postado por Nelcima De Morais às 15:03 2 comentários
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Semana PPLP


Prezados Poetas,
A coordenadora do Projeto de Pesquisa em Literatura Popular Profª. Dra. Maria de Fátima Barbosa de Mesquita Batista convidou os interessados para a V Semana PPLP que se realizou, durante o período de 8 a 12 de novembro de 2010, na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba.
O Programa de Pesquisa em Literatura Popular agora tem um BLOG: pplpufpb.blogspot.com
Visite-o, apresente críticas e sugestões para podermos melhorá-lo.
Caso deseje, nos mande matérias ou links. Colocamos o Blog à disposição para divulgar sua produção em Literatura Popular.
Abs.
Beth Baltar
Postado por Nelcima De Morais às 16:03 4 comentários
domingo, 10 de outubro de 2010
12 de outubro "CRIANÇA, NOSSA ESPERANÇA"
(Poema de Antônio Francisco ( conhecido por Toinho dos calçados- poeta de Santa Luzia)
(
A criança é uma rosa
Que tem perfume e pureza
Linda, bonita e cheirosa
Seu olhar tem mais beleza
Enfeite da moradia
Segredos da natureza.
Hoje é o teu grande dia
Tua data natalícia
Que reina com alegria
Com muito amor e carícia
Para um mundo infantil
Que ainda não tem malícia.
Sua vida é tão feliz
Pula, brinca, farra e dança
Canta e reza na matriz
Como é linda uma criança
É começo de uma vida
Que nos enche de esperança.
12 de outubro é a data
Que vamos comemorar
O dia claro, cor de prata
Para a criança esperar
Ganhar presente dos pais
Fazer a festa e brincar.
O dia amanhece lindo
O sol nasce multicor
A criança está sorrindo
Parecendo uma flor
Da árvore do paraíso
Fruto de um grande amor.
Casa que não tem criança
É missa que não tem padre
É vida sem esperança
É um convento sem madre
É um filho sem padrinho
É um casal sem compadre.
Criança merece amor
Carinho e dedicação
A criança é uma flor
Do jardim do coração
Não pode ser desprezada
Nem lhe faltar atenção.
Parabéns para as crianças
Do nosso imenso Brasil
Que cantam as esperanças
Desse povo varonil
Com amor e alegria
De toda a classe infantil.
A criança é uma jóia
Que enfeita o nosso lar
Seus pais lhe ama, apoia
Não deixa nada faltar
Balança ela no colo
Pra criança não chorar.
O casal que não tem filho
Adote um por bondade
Que Jesus cobre de brilho
Seu gesto de caridade
Na vida ou no paraiso
Não terá dificuldade.
Crianças, sejam felizes!
Sintam-se homenageadas
E estas rimas que fiz
São pra vocês ofertadas
Pra quem tem familia e lar
E as que são abandonadas.
Nossa vida é criança
Criança é nossa vida
Um amor, uma esperança
Uma inocente querida
É alegria do casal
O conforto da guarida.
Da vida nasce a criança
Da criança a harmonia
Da harmonia a esperança
Da esperança a simpatia
Da simpatia o amor
Do amor a alegria.
Eu vejo o nosso futuro
No sorriso da criança
Um amor tão belo e puro
Nos enche de confiança
Nosso filho, nosso orgulho
Criança, nossa esperança
Perfil
- Nelcima De Morais
- Professora há 31 anos, nasci em Santa Luzia-PB e aos 18 anos de idade ingressei no magistério, missão que exerci com extrema dedicação em cidades do interior da Paraíba. Já nos caminhos da aposentadoria resolvi frequentar a UFPB, como aluna especial de Pós-Graduação, onde na disciplina de Literatura Popular, descobri que devia amadurecer a minha admiração pela cultura popular, tornando-me assim, pesquisadora e cordelista. Minhas poesias: A saga da professora Nelcimá; Um capeta no forró da Pitombeira ou Saudosa Quixaba; O tormento de Mirinha com as botijas; O martírio da virgem Luzia; O anjo e a maldição de Sara; O escritor José Lins do Rego; O menino do engenho; A cura de outrora I, O velhinho que escapou da solidão; A cura de outrora II e a cura de outrora III; As travessuras do saci-pererê; A trajetória de um leãozinho; E assim Deus fez o mundo; O feijãozinho teimoso;As façanhas de um mentiroso; O centro cultural São Francisco; Poema para um casal prateando; O natal de Neli;A mulher que botou pimenta no pinto do marido; A Senhora do Rosário, O veneno da humanidade ou Os estragos do tabaco.