Eu vou falar de uma coisa
Que é de todos conhecida
É da herança machista
Que por muitos é mantida
Deixa marcas abundantes
Até se formar feridas.
O machismo é uma doença
Há um bom tempo registrada
Que desaguou nesse mundo
Desde época passada
Prejudicando a todos
Devia ser ultrapassada.
O machismo está no sangue
E veio pra prejudicar
O homem e sua mulher
Jamais iam precisar
Desse tal comportamento
Que só nos faz humilhar.
Derruba uma relação
Conjugal estruturada
Porque vai sempre batendo
Como grande martelada
A mulher por sua vez
É a mais prejudicada.
Amar um homem machista
É viver no amargamento
O homem quer ser seu dono
Não respeita sentimento
Da mulher que do seu lado
Vive em constrangimento.
Não há amor que resista
Ao maldito machismo
O homem não dá o braço
A torcer pelo orgulhismo
Sua esposa que é sua posse
Vai viver no saudosismo.
Ela é sempre dependente
Das idéias do marido
Guarda o seu sentimento
Que jamais é proferido
Vai viver como robô
Com seu homem preferido.
Não tem direito a defesas
Tem sempre que concordar
Por mai amor que exista
O homem não quer aceitar
Que ela exponha seu saber
Pra ele não se humilhar.
No machista não se vê
Uma boa compreensão
Uma conversa agradável
Firmada na união
Do casal que sempre tenta
Uma boa relação.
Não quero dizer que o homem
Nunca queira amar não
Mas seu amor se transforma
Numa grande obsessão
Isso é base do machismo
Pra dizer que é machão.
O ser humano, meu povo
É livre para pensar
Não precisa ser carrasco
Pra uma mulher conquistar
Pondere o seu pensamento
Pra um grande amor conquistar.
Eu não sou uma feminista
Porque assim estou falando
Isso é tudo resultado
Do que eu vou observando
Vejo todos os dias
Famílias se desgastando.
Nelcimá Morais
J. Pessoa- PB. 05/10.
terça-feira, 4 de maio de 2010
As marcas do machismo
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MÃE


( Eu, minha mãe e minha filha)
É um ser sublime
Mulher em forma de flor
Sua bondade é tanta
Que até esconde sua dor
Exprime as suas maravilhas
Jorrando faíscas de amor.
Mãe que também é ternura
Mãe que também é emoção
Mãe que contenta seu filho
Com sua suave expressão
De um amor que nunca encerra
Dentro do seu coração.
Seja jovem ou idosa
Seja pobre, tem amor.
Seja rica ou sem estudo
Prá nós é sempre uma flor.
Está sempre com seu filho
Seja na alegria ou na dor.
Para todas as mamães
Eu quero aqui dedicar
Todo carinho do mundo
Pra esta rainha do lar
E pedir ao Pai Eterno
Para sempre lhe abençoar.
Feliz dia das mães!
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Uma visita à capital do Brasil





Foi um orgulho pra nós
Ir na nossa capital
Desde que nos casamos
Este era nosso ideal
Viva o Oscar projetista
Com seus traços sem igual.
É sensação agradável
Nessa cidade ficar
Apesar da corrupção
Que tende a desgastar
Uma imagem que é tão bela
Difícil de acreditar!
Postado por Nelcima De Morais às 15:05 4 comentários Links para esta postagem
quarta-feira, 24 de março de 2010
A poesia popular e a Demanda do Santo Graal
A Demanda do Santo Graal, possivelmente, uma das mais famosas e populares das novelas de cavalaria, originárias da Inglaterra e da França, é, provavelmente, um manuscrito do século XII. Chrétien de Troyes, que fazia sucesso na corte francesa, escreveu cinco romances sobre os personagens da Távola Redonda e o seu último trabalho teria sido: O Conto do Graal. O autor morreu antes de concluí-lo. Robert de Boron, no final do século XII, desenvolveu o tema Cálice Sagrado, a partir do romance inacabado de Chrétien, ligando-o à tradição arturiana. Uma lenda que, inicialmente foi glosada em versos e pertencia às canções de gesta francesas - poemas medievais cantados em linguagem popular – narrava os feitos heróicos dos reis e de seus cavaleiros e apresentava Percival como cavaleiro que "daria fim à Demanda do Graal".
Essas canções, de caráter noticioso, narravam de perto o acontecido, tendo como predominante o cavaleiro medieval que está diretamente incluído no combate em defesa da Europa Ocidental, sempre instigando a fé cristã e obtendo a aprovação da população em favor do movimento. Por volta de 1220, na França, o tema é colocado em novela e essa lenda, que antes era pagã situa-se como cristianizada; e é transformada em novela de cavalaria, mística e simbólica. Os cavaleiros passavam por situações perigosíssimas para defender o bem e o mal. Percival, anteriormente o escolhido, é substituído pelo cavaleiro Galaaz na busca pelo Santo Graal, transformando alguns símbolos, dentre eles: o Vaso e a Espada, em objetos de valor místico. Em estudos anteriores, verificamos que inúmeras traduções foram feitas para outras línguas, além do latim, francês e inglês, e cada país europeu somou suas próprias lendas às aventuras do Rei Artur e seus cavaleiros.
O tema, estudado, é bastante utilizado nos escritos da literatura e cobiçado entre os críticos literários. Por ser bastante complexo, deixa asas para uma vasta interpretação. Beliza (2001:145) encontra na Demanda do Santo Graal brechas para enfocar a presença feminina no universo cavaleiresco, quando observa que “a mulher representa a passagem para a atividade do cavaleiro como herói combatente e, assim, introduzi-lo a uma das mais relevantes ordens da sociedade medieval: a ordem do terceiro estado”. Ela ainda faz o seguinte comentário: A demanda é a busca da experiência humana com o Feminino enquanto vaso procriador da vida. Buscá-lo, demandá-lo é procurar a nutrição: “abastecer tôdalas mesas [ com o ] manjar “Característica do estágio matricial, o Grande Feminino, representado pelas oposições da vida e da morte, de Eva e da Virgem Maria [...]
Aos olhos de Zilma, escritora paraibana, poetisa e cordelista, a Demanda do Santo Graal é um texto, exclusivamente, de cunho religioso, onde a autora enfatiza com grande exaltação o herói Galaaz na busca pelo Cálice Sagrado – o cálice que Jesus usava na santa ceia.
Não tinha ouro nem prata
O penhor da Caridade
O Cálice da Aliança
Relíquia da Cristandade!
A taça que guarda o sangue
Que salvou a humanidade.
Os cavaleiros, na sua maioria, eram homens voltados para a comunhão, onde apenas um deles, Galaaz, obteve a sua realização. Jovem reconhecido como o "puro dos puros", o próprio Messias, simboliza um novo Cristo, atingindo o fim almejado depois de inúmeras aventuras – algumas relatadas no desfecho do cordel de Zilma Ferreira Pinto - que põem à prova todas as suas virtudes.
Tinha o porte de um Apolo
O rosto de um querubim
A força dos santos mártires
E a proteção de Merlim
Galaaz é o seu nome
E o Santo Graal o seu fim.
( Texto apresentado por mim no 1º Seminário Estadual de Estudos Medievais na UFPB)
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Um cordel feminino em Santa Luzia
Em pesquisa realizada na cidade de Santa Luzia do Sabugi-PB, em 2007, deparei-me com um cordel da autoria de Judith Jovithe das Neves, natural daquela cidade, que morreu na década de quarenta e deixou um cordel intitulado “A Morte da Inditosa Maria barbaramente assassinada por Lino Goiaba”, poema composto de 85 estrofes de sextilhas com redondilha maior. Este considerado um importante registro, narração de um acontecimento trágico, onde a autora usa a criatividade de um bom repórter jornalístico, sem deixar a cadência da poesia popular, utilizando na sua forma de escrita o popular e o erudito. Segundo a família da poetisa e a irmã da jovem assassinada, da qual trata o poema, a senhora Luzia Araújo dos Santos, que entrevistei no dia 21 de junho de 2008, na cidade de Santa Luzia, o poema foi escrito mais ou menos em 1937, ano em que ocorreu o crime e que a autora estaria na época com uns quinze anos. Seria Judith Jovithe das Neves a primeira cordelista? Vejamos as 1ª e 2ª estrofes do poema acima citado, composto de 85 estrofes de sextilhas que se encontra no Museu Cultural de Santa Luzia:
Leitor ouvi fervoroso
Esta minha narração
Quero contar uma história
Que faz cortar coração
De um crime que um bandido
Fez bem aqui no sertão.
Foi no Riacho da Serra
Este quadro doloroso
Nunca aqui aconteceu
Um crime tão horroroso
Parece que este homem era
Um bárbaro vil criminoso.
Foram raras as mulheres que enfrentaram preconceitos e discriminações e, em forma de gotículas, se aventuraram num mundo exclusivamente masculino e apresentaram a grandiosidade de seus versos desafiando os acordes da realidade. Muitas mantinham ou ainda mantêm os seus louros em manuscrito. Também existem aquelas poetisas que se especializam em fazer versos para serem transformados em grandes hinos políticos: aqui representadas por Rumana de Santa Luzia-PB , que é bastante convidada para compor músicas, utilizando o cordel em benefício dos políticos, não só de sua cidade como também do vale do Sabugi. Também a sua irmã Clarice, que com mais de setenta anos ainda guarda na memória versos que foram utilizados para discursos, feitos pela autora, que segundo seus conterrâneos nunca foi reconhecida como poeta popular, apenas beneficiou os políticos daquela região, seus improvisos impressionam quem a escuta. Francisquinha Medeiros, outra sertaneja, seus cadernos são recheados de poemas que narram a vida de seus familiares; faz questão de registrar a história de cada propriedade pertencente a cada membro de sua família.
.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Esta, sim, é um mulherão!
Peço aqui a sua atenção
Para o que vou escrever
Prestar a minha homenagem
E com orgulho dizer
Tem força extraordinária
É batalhador esse ser.
Trabalha de todo jeito
Nada faz se envergonhar
O que importa pra ela
É o seu pão arranjar
Não tem homem neste mundo
Pra com ela comparar.
Quando falo da mulher
Também não posso esquecer
Tem aquelas impulsivas
Que gente, eu vou lhe dizer
Até mancham o nosso nome
Mas isso vamos esquecer.
Quero pensar na mulher
E de sua força falar
Sua grandeza começa
Por Jesus Cristo gerar
Se o homem pensasse assim
Iria nos valorizar.
Destrincho em cada estrofe
De cada uma um poder
Primeiro o de ser mãe
Que nos faz engrandecer
É uma missão tão forte
Só quem é mãe vai saber.
Temos mulher operária
Também mulher enfermeira
Tem mulher comerciante
E também a lavadeira
Temos as advogadas
E juízas de primeira.
Mostro agora a professora
Que seu filho vai educar
Suportando cada uma
Você precisa escutar
Mas às vezes com paciência
Faz esse jovem estudar.
Aliás, a paciência
É da mulher uma virtude
Vive em qualquer ambiente
Mostra a sua magnitude
Muitas vezes por alguém
Acaba a sua juventude.
Tem mulher policial
Chegando a ser delegada
Não tem medo do bandido
E assim bem arrumada
Trabalha no meio dos homens
Sempre bem observada.
Para ser independente
A mulher quer trabalhar
Trabalha fora de casa
Pra o seu dinheiro ganhar
Mas também se preparando
Pro seu trabalho dobrar.
Varre casa, faz comida
Muita roupa pra lavar
Engoma e passa pano
Pra sua casa cheirar
Cuida do marido e filho
E ainda quer trabalhar.
Muito homem não entende
Na mulher esse querer
Ficar só em casa sufoca
Podia o povo entender
Que a mulher também precisa
Com outras pessoas conviver.
Fazer novas amizades
Para muito refrescar
E quando chegar em casa
As tarefas agüentar
Ficar bem pro seu marido
E ter o que conversar.
Esta, sim, merecedora
Do tal termo "mulherão"
Sua bravura é digna
Florido é o seu coração
Nele tem cheias e secas
Os recheios da emoção.
Nelcimá Morais
28/02/10
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Um pedido de perdão à Mãe Natureza
Meu Deus tem piedade
Dos povos desta nação
Agora é tanta tragédia
Com tão grande inundação
As pessoas em desespero
Nos deixando em comoção.
Sabemos que é nossa culpa
O que está acontecendo
Pode ser fatalidade
Mas o que está parecendo
É que é grande o descaso
Do homem que aqui tá vivendo.
Essas chuvas vem caindo
Derrubando sem piedade
Tudo que foi construido,
Pelo homem , com crueldade,
Desabrigando famílias
Com muita agressividade.
Isso tudo acontece
Por uma constante agressão
Do homem pro ecossistema
Que devia ter noção
Do mal que está fazendo
Por causa da ambição.
É um grande desrespeito
O que faz a humanidade
O nosso planeta tem vida
E quer uma possibilidade
De ser sempre a nossa casa
Mas só acha dificuldade.
A nossa Mãe Natureza
Não tem como respirar
Nós a estamos sufocando
Vós podeis observar
Queimadas, lixo, egoísmo
Vão o nosso planeta matar.
O consumismo também
Vem muito favorecer
A gente sempre quer mais
E assim sem perceber
Vamos matando a Terra
Sem condição pra viver.
Perdoa-nos, ó Pai querido,
Por tamanha inundação!
Ajuda ao ser humano
A ter melhor coração
Sabemos que já é tarde
Mas está em vossas mãos.
Nelcimá Morais
Em 02/02/10
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sábado, 30 de janeiro de 2010
Um capeta num forró da Pitombeira

]
(Foto de Nelcimá numa passagem pela Pitombeira. Esta ainda é a calçada do forró, segundo os moradores.)
Eu conto aqui com detalhes
Histórias do meu avô
São coisas da minha infância
Eu lembro bem, sim senhor
Deixou-me muita saudade
Não lembrar é crueldade
Trabalhou feito um trator
II
Foi em busca de aventura
Que achou a sua mulher
Andou do brejo ao sertão
Mas não queria uma qualquer
Chegando no sabugi
Disse logo fico aqui
Vou ver qual moça me quer.
III
Conheceu lá uma jovem
E com ela se firmou
Se era bela eu não sei
Isso ninguém me contou
Seu coração era lindo
Vivia sempre sorrindo
Conquistou o meu avô.
IV
Até que os dois pombinhos
Um belo dia casaram
Queriam formar uma família
E de um lar precisaram
O casal foi procurar
Pra na Quixaba morar
E muitos anos ficaram.
V
O seu cunhado Inácio
Homem de muita valia
Tinha a política no sangue
Disso a gente sabia
Não nasceu pra agricultura
Ver a terra com fartura
Bem de longe ele queria.
VI
Entregou pro meu avô
Sua terra produtiva
Dizendo pra todo mundo
Minha idéia é construtiva
Uma família ali cresceu
Inácio então percebeu
― Acertei na estimativa.
VII
Minha avó que era Chiquinha
Tinha um bom coração
Vivia muito feliz
Com o marido Zé João
Esse era o meu avô
Pois lhe digo sim senhor
Recordar dar emoção.
VIII
Eu guardo bem na memória
Uma estória engraçada
Do seu Chico Pergentino
Por meu pai era contada
Aquele homem farrista
Era o primeiro da lista
Que animava a moçada.
IX
Essa estória se passou
No sítio da Pitombeira
Seu Chico fez um forró
Pra aquela gente faceira
Esse homem não sabia
Do grande tumulto que ia
Assustar a brincadeira.
X
Pra chegar na Pitombeira
Pouco tempo se gastava
Fica perto da Quixaba
Tudo lá se festejava
E quando tinha festança
Se via muita bonança
Bom cavalheiro chegava.
XI
Festa lá durava muito
Muitos dias se dançava
Vinha gente bem de longe
Uma multidão ajuntava
E seu Chico bom festeiro
Trazia um sanfoneiro
Que a freguesia agradava
XII
Num terceiro dia de festa
Apareceu um negão
Dançava com umas moças
Rodava feito pião
Na meia-noite sumiu
Cadê o homem? Ninguém viu
Disseram que ele era o cão.
XIII
O cavalheiro sumiu
Quando foi observado
Seu pé não era de gente
Era um pé bem mudado
Parecia um de morcego
Assim era o pé do nego
Deixou o povo assombrado.
XIV
Foi um tumulto tão grande
Que todo mundo assustou
Seu Chico fazer forró
Nunca mais ele topou
Uma moça que era a dama
Pé de valsa, tinha a fama
Dançar pra ela acabou.
XV
Mas vou dizer a vocês:
Essa estória engraçada
Eu não sei se é de trancoso
Ou se mesmo foi passada
São coisas que “paim” conta
Ela já estava pronta
Por isso não sou culp
XVI
Agora vou lhes falar
Da minha infância com amor
Com grande orgulho lhes digo
Na Quixaba com vovô
Vivi muita coisa boa
Lembranças que não enjoa
De um tempo sedutor.
XVII
Por trás da casa lá tinha
Um belo rio que corria
Aguçando os ouvidos
De quem por ali vivia
Bem no meio das pitombeiras
Muito serena e faceira
Era a água que corria.
XVIII
Quando tava anoitecendo
Todo mundo se sentava
A mando do meu avô
Na calçada escutava
__Voz do Brasil, seu sujeito!
O silêncio era perfeito
Todo mundo respeitava.
XIX
E por falar na calçada
Se contemplava um festeiro
Os vagalumes piscando
Em busca do nosso pereiro
Quanta beleza havia
A lua e as estrelas se via
“Alumiando” o terreiro.
XX
Brincadeira de criança
Era muito diferente
Jogo de pedra era bom
Refrescava a nossa mente
Correr e se esconder
Fazia a gente tremer
Divertia muito a gente.
XXI
Pela manhã, minhas tias
Que no pilão eram feras
Cheias de muito humor
Pegavam logo as tigelas
Não era uma missão qualquer
Pisavam milho e café
Essa era a vida delas.
XXII
Voltando a falar no rio
Quanta coisa me ensinou
De cambalhotas a banho
Ele nunca me poupou
Nadar com a correnteza
O medo, tenho certeza
Minha mãe atormentou.
XXIII
Aquele povo sabido
Não precisava estudar
Muita coisa ele sabia
Não se deixava enganar
Com muita sabedoria
Aquela gente vivia
A ensinar a poupar.
XXIV
Escovar dente com pasta
Quase nunca se usava
O juá pra todo dia
O vovô orientava
Amargando ou não a boca
“O pior é ir pra forca”
Em casa se escutava.
XXV
Outra coisa interessante
Que nunca vou esquecer
A quentura da areia
Pra batata aquecer
Queria eu, minha gente
Ver todo mundo contente
Naquele tempo viver.
XXVI
Foi uma vida agradável
Qualquer criança ia gostar
Vivíamos em harmonia
Ninguém podia negar
Olhar e sentir a pureza
Dessa ilustre natureza
Fazia a gente voar.
XXVII
Vou terminar o cordel
Não por falta de assunto
Quero em outro momento
Falar com amor profundo
Que a minha grande lição
Não veio da escola não
Foi do ensino do mundo.
XXVIII
Esse saudoso registro
Em estrofes de setilhas
Não poderia deixar
De dedicar pra família
Com um jeito informal
Não em forma de edital
Vou deixar pra minha filha.
Mª Nelcimá de Morais Santos –nelcima@hotmail.com
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O batismo



Aproveito estas imagens
Para um poema formar
Nos reunimos aqui
E fomos comemorar
Aniversário e batismo
Você pode observar.
Numa alegria deslumbrante
Gabrielle se esbaldou
Foi ungida pelo Espírito
Santo que a batizou
Em seguida veio pra casa
E a sua velinha apagou.
Numa pose já desnuda
Ela está se apresentando
Com a sua prima, a mais velha
E a sua vovó babando
Depois com os seus priminhos
Tudo estava lhe agradando.
Bjos de sua titia
Nelcimá
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Um cordel para Helena e Terezinha

Nossa turma bem unida
Resolveu homenagear
Duas pessoas queridas
Que nos faz arrepiar
São exemplos de mulheres
Com muito amor para dar.
Durante nosso convívio
Nunca vimos coisa igual
Uma união deslumbrante
Parecendo amor carnal
Sei que ultrapassam barreiras
Mas de uma forma genial.
Cada uma tem seu jeito
Estão sempre em união
Uma é tímida, bem quieta
A outra sempre em ação
Brinca muito, extravasa
E se amam de coração.
É um prazer para nós
Ver esse amor transbordar
É um amor sem cobrança
Podemos testemunhar
Essa união bem sincera
Deus sempre vai abençoar.
Envolvidas na irmandade
E passando ensinamentos
Helena e Terezinha
Nosso agradecimento
Amem e vivam sempre assim
sempre sem arrependimento.
Estas palavras refletem
E deixam saudades também
Terezinha só sorrindo
E Helena:” Eu beijo bem
Caso e descaso
Não é da conta de ninguém”
Beijos de Nelcimá – 12/09.
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Uma homenagem aos monitores do Projeto Lazer e Saúde na terceira idade



I- Pra Thalita e pra Aline
Aqui nós vamos deixar
Uma singela homenagem
Pra cada uma guardar
No fundo do coração
E para sempre lembrar.
Talita uma moça séria
Porém comunicativa
Tem personalidade forte
E também é criativa
Inteligente, amiga
Com muita perspectiva.
Perspectiva bacana
Ajuda no seu crescer
Olhar as coisas com os olhos
De quem só deseja ter
Uma vida bem decente
É o que elas vão merecer.
Aline, menina meiga
Sempre muito atenciosa
Talita também nos mostra
Sua forma preciosa
Desejamos a essa dupla
Uma vida gloriosa.
Aline bem sorridente
Com jeitinho angelical
Humilde e prestativa
Parece não ter rival
Pra Thalita e pra Aline
Desejamos coisa igual.
São jovens merecedoras
Duas rosas pra dançar
Muitos bailes que a vida
Vai ajudar a embalar
Nos seus momentos constantes
Para um bom perfume exalar.
Exalar um aromático
Que é o perfume do amor
Pra embelezar suas vidas
Com as bênçãos do Criador
Tudo o que desejarem
Nós pedimos ao Senhor.
Pra Thalita e pra Aline
Aqui nós vamos deixar
Uma singela homenagem
Pra cada uma guardar
No fundo do coração
E para sempre lembrar.
Talita uma moça séria
Porém comunicativa
Tem personalidade forte
E também é criativa
Inteligente, amiga
Com muita perspectiva.
Perspectiva bacana
Ajuda no seu crescer
Olhar as coisas com os olhos
De quem só deseja ter
Uma vida bem decente
É o que elas vão merecer.
Aline, menina meiga
Sempre muito atenciosa
Talita também nos mostra
Sua forma preciosa
Desejamos a essa dupla
Uma vida gloriosa.
Aline bem sorridente
Com jeitinho angelical
Humilde e prestativa
Parece não ter rival
Pra Thalita e pra Aline
Desejamos coisa igual.
São jovens merecedoras
Duas rosas pra dançar
Muitos bailes que a vida
Vai ajudar a embalar
Nos seus momentos constantes
Para um bom perfume exalar.
Exalar um aromático
Que é o perfume do amor
Pra embelezar suas vidas
Com as bênçãos do Criador
Tudo o que desejarem
Nós pedimos ao Senhor.
As duas são bem bacanas
Souberam nos conquistar
Tiveram apoio de Saulo
Que também só faz somar
É rapaz conquistador
Está pronto pra lutar.
Lutar por grande futuro
Prum futuro bem brilhante
É desejo desses jovens
Que ainda são estudantes
Vamos torcer por vocês
Continuem perseverantes.
Feliz Natal! 12/09
Esta é uma recordação do grupo Terceira idade.
Feliz natal!!
Poema de Nelcimá Morais com pensamento de todos os colegas.
14/12/09
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O TEMPO DE SER FELIZ
Fotografia de uma senhora com mais de setenta anos tirada por mim, num passeio da Legião de Maria na Pedra do Ingá (ponto turístico da Paraiba)em outubro deste ano.
Dizia Mário Quintana
Sobre a felicidade
Que pro homem ser feliz
Só existe uma idade
Pra se sonhar, fazer planos
E enfrentar dificuldade.
Somente um tempo na vida
De cada pessoa é possível
Ter energia bastante
E se tornar invensível
Se encantar com a vida
Pra nada ser impossível.
Se encantar com a vida
E apaixonado viver
Desfrutar do nosso mundo
E em harmonia se manter
Não ter medo e não ter culpa
De demonstrar o prazer.
Viver uma fase dourada
E ser capaz de criar
Criar a felicidade
Uma boa vida recriar
Investir na própria imagem
Pro seu ego melhorar.
Vestir-se de todas as cores
Alegrar o coração
Provar de vários sabores
Sempre com educação
Valorizar a saúde
E às vezes dizer não.
Tempo de entusiasmo
E coragem pra mostrar
Que todos os desafios
São convites pra lutar
Esses convites à luta
Não se deve ignorar.
Lutar por disposição
E enfrentar novidade
Tentar de novo e de novo
Pra encontrar felicidade
Quantas vezes for preciso
Sempre há possibilidade.
Essa idade que falo
Não está distante, não!
Tão fugaz na nossa vida
Do INSTANTE tem a duração
É o PRESENTE, é o AGORA,
Aproveite-a meu irmão!
Nelcimá Morais
02/11/09.
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SER IDOSO
Ser idoso é privilégio
Por longa data alcançada
Viveu uma longa vida
Por muita gente almejada
Passou por muitos obstáculos
Mas sempre a Deus confiada.
Idoso é fruto maduro
Com grande experiência
É um grande sonhador
Planeja a sua vivência
Recheia a sua memória
Pra não cair na demência.
Faz passeio, faz amigos
É um eterno estudante
Se exercita, faz planos
Tem alegria abundante
Merece grande aplauso
Esse grande habitante.
O calendário do idoso
De amanhãs repleto está
Vive o dia de hoje
Pensando no outro chegar
Busca intensamente
Sua experiência mostrar.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Num momento de produção poética
Num momento como este
Tudo pode acontecer
Juntando vários alunos
Pra uma boa leitura obter
Consegue-se um resultado
Que vai nos surpreender.
São meninos e meninas
Com vontade de brincar
Vê-se nos olhos deles
Que também querem estudar
É só se ter paciência
E nem tudo escutar.
O que também prevalece
No momento observado
É a curiosidade
Pelo bem apresentado
Fica fácil de entender
O texto que foi formado.
Formaram diversos textos
Exporam seus pensamentos
Mostrando que suas histórias
Com cada ensinamento
Formavam um belo registro
Valorizando o momento.
Eu fiquei muito feliz
Com o resultado obtido
Aquilo que almejei
Do projeto foi mantido
A Deus quero agradecer
O sucesso obtido.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Saias no cordel
Sou poeta cordelista
Nascida lá no sertão.
Ipueiras é minha terra,
O Ceará é meu rincão.
Adoro ser nordestina.
Levo comigo uma sina,
Amar meu agreste chão.
2
Minha mãe fazia versos,
E gostava de declamar.
Foi professora primaria,
Com ela aprendi a rimar.
Ter gosto pela cultura,
Abraçar a literatura,
E o velho cordel amar.
3
E assim me fiz mulher
Abraçando a poesia.
Meu mundo encantado
Era cheio de magia.
Talvez um pouco irreal.
Mas para mim era ideal,
Pois era o que eu queria.
4
A mulher abriu caminhos,
Difíceis de percorrer.
Pôs os pés na estrada.
Pra demonstrar seu saber.
Foi bem grande sua luta
Mas ficar sempre oculta
Impossível conceber.
5
Durante muito tempo
Fomos só inspiração.
Musa que os poetas,
Traziam no coração.
Sonhávamos ter um dia
Nossa popular poesia
Com farta publicação
6
Não estou insinuando
Que a mulher não atuava.
Ela já fazia seus versos
Apenas não publicava.
Mostrava sua alegria
Nas rodas de cantorias
E aplauso conquistava.
7
Apesar do machismo,
A mulher se aventurou,
Mesmo analfabeta,
Entrou na roda e cantou
Sem ligar pro: ora veja!
Encarando as pelejas
O homem desafiou.
8
No livro “Cantadores”
Pra minha satisfação
Conheci cantadoras.
Uma chamou atenção
Por ser bem animada,
E cheia de presepada,
Zefinha do Chabocão!
9
Pelo Nordeste afora,
Nas rodas de cantoria,
Rita Medeiros cantava,
Chica Barrosa se via.
Até Maria Tebana,
Agia naquelas bandas,
E aplauso garantia.
10
Quando a mulher decidiu,
Por imprimir seu cordel.
Foi nome masculino,
Que ela botou no papel.
Essas pobres criaturas,
Sofriam com a tortura,
Do patriarcado cruel.
11
Mas tudo modificou,
Hoje a coisa é diferente.
O cordel está em festa
E a mulherada presente.
Homem agora é parceiro
Até virou companheiro,
No cordel e no repente.
12
Hoje as cordelistas,
Assumem seu lugar.
Na Bahia, Pernambuco,
Paraíba e Ceará.
O Nordeste brasileiro,
Há muito virou celeiro,
De mulheres a versejar.
13
Pelos cantos do Brasil,
A mulher faz poesia.
Temos em Juazeiro,
A boa Salete Maria.
Que audaz em sua meta,
Tem postura correta,
E desbanca hipocrisias.
14
Na Paraíba temos,
Nelcimá de Morais.
Mestra e cordelista.
É engajada demais.
Pesquisando o cordel,
A mulher e seu papel,
Em tempos medievais.
15
Já Josenir Lacerda,
Com Bastinha, é fato,
As duas são pioneiras
Da academia de Crato.
Trazem com devoção
O cordel no coração,
Dando a ele bom trato.
16
Tem Maísa Miranda,
É safra lá da Bahia.
Temos Ilza Bezerra
Recebendo honrarias.
O cordel está crescendo
Mulheres aparecendo,
Sa1ve os novos dias.
17
Muitas mulheres agem
Neste mundo do cordel.
Ativas e anônimas
Respeito cada papel.
Mas pra falar a verdade,
A minha felicidade
É vê-las rasgando o véu.
18
Pesquisadores buscam,
Nossa arte revelar
Cordel de boca em boca.
Chega a todo lugar.
Agora com a internet
Esta obra do Nordeste.
Ficará mais popular.
19
Eu sempre fui inquieta
E cheia das novidades.
Enxerida como que!
Para falar a verdade.
Amasiada com cordel,
Faço dele meu corcel,
E minha felicidade.
20
Sou Dalinha Catunda,
Não foi minha intenção,
Sobre o cordel feminino,
Fazer vasta explanação.
Só um parco recado:
Que se abra o mercado
Para nossa produção.
Dalinha Catunda
.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Um enlace num castelo medieval








Para Dayvison e Nathália
Eu quero aqui registrar
A beleza do momento
Que nos fez emocionar
Na hora do seu enlace
Matrimonial, vou mostrar.
Num estilo bem romano
Medieval, que grandeza!
Receberam um ao outro
Pra transformar em beleza
Um amor sincero e puro
Numa grande fortaleza.
Sejam muito abençoados
Pra saberem compreender
Os obstáculos medonhos
Que insistem em aparecer
Numa vida conjugal
Pro casal amadurecer.
bjos!
Nelcimá
Postado por Nelcima De Morais às 04:03 1 comentários Links para esta postagem
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Exposição de cordel na escola IEP
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Café cultura em Santa Luzia


Grupo denominado " Ordem dos guardiões da memória de Santa Luzia", onde é realizado um encontro com pessoas de várias categorias como: escritores, poetas,
pesquisadores,historiadores e etc.
Postado por Nelcima De Morais às 17:20 1 comentários Links para esta postagem
Um momento especial

Este é um belo momento
Que nos dá muito prazer
Brincar com o nosso neto
Nos faz rejuvenescer
Só precisamos de fôlego
Pra ele não se aborrecer.
Ele sempre se aborrece
Quando não se quer brincar
Principalmente com a bola
Que ele não quer largar.
Isaac, nos compreenda!
Os seus avós vão cansar.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
Uma Homenagem ao meu pai

O meu pai entre seu filho e seu genro (meu marido), ambos TOINHO; no dia de suas bodas de ouro.
Uma biografia diferente
Massilon Leopoldino
De Morais se assinava
Massilon Maracanã
O povo assim o chamava
Ficou órfão bem pequeno
Mas ele não reclamava.
Era filho desta terra
Terra onde ele cresceu
Foram 80 anos de vida
Que esse homem viveu
Foi morar em João Pessoa
Mas foi aqui que morreu.
Massilon, um homem simples
Um pobre bem conhecido
Foi pedreiro, agricultor
Pra Deus um favorecido
Era uma pessoa de paz
Um exemplo a ser seguido.
Foi casado com Nelcila
51 anos viveram
Genro de Chiquinha Bento
Que aqui todos conheceram
Criou os filhos com amor
Isso todos perceberam.
Trabalhou pra todo mundo
Pra prefeitura também
Nunca foi funcionário
Sempre dependia de alguém
Topava qualquer serviço
Para arranjar um vintém.
Um amante do minério
Dizia-se conhecedor
Fazia uma boa amizade
Com qualquer explorador
Explorador de minérios
Me entendam, por favor!
Depois de 70 anos
Sua vida melhorou
Conseguiu aposentar-se
E terras ele comprou
Pra ele foi um presente
E essa terra ele amou.
Amou tanto essa terra
Que até contribuiu
Pro crescimento urbano
Por que assim dividiu
Em lotes para vender
E 33 ele viu.
Viu 33 terrenos
Para em casas transformar
São ruas e avenida
Para a cidade aumentar
Queremos só uma rua
Para o seu nome lhe dar.
Nelcimá Morais
João Pessoa 02/09/09.
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