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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Esta, sim, é um mulherão!

Peço aqui a sua atenção
Para o que vou escrever
Prestar a minha homenagem
E com orgulho dizer
Tem força extraordinária
É batalhador esse ser.

Trabalha de todo jeito
Nada faz se envergonhar
O que importa pra ela
É o seu pão arranjar
Não tem homem neste mundo
Pra com ela comparar.

Quando falo da mulher
Também não posso esquecer
Tem aquelas impulsivas
Que gente, eu vou lhe dizer
Até mancham o nosso nome
Mas isso vamos esquecer.

Quero pensar na mulher
E de sua força falar
Sua grandeza começa
Por Jesus Cristo gerar
Se o homem pensasse assim
Iria nos valorizar.

Destrincho em cada estrofe
De cada uma um poder
Primeiro o de ser mãe
Que nos faz engrandecer
É uma missão tão forte
Só quem é mãe vai saber.

Temos mulher operária
Também mulher enfermeira
Tem mulher comerciante
E também a lavadeira
Temos as advogadas
E juízas de primeira.

Mostro agora a professora
Que seu filho vai educar
Suportando cada uma
Você precisa escutar
Mas às vezes com paciência
Faz esse jovem estudar.

Aliás, a paciência
É da mulher uma virtude
Vive em qualquer ambiente
Mostra a sua magnitude
Muitas vezes por alguém
Acaba a sua juventude.

Tem mulher policial
Chegando a ser delegada
Não tem medo do bandido
E assim bem arrumada
Trabalha no meio dos homens
Sempre bem observada.

Para ser independente
A mulher quer trabalhar
Trabalha fora de casa
Pra o seu dinheiro ganhar
Mas também se preparando
Pro seu trabalho dobrar.

Varre casa, faz comida
Muita roupa pra lavar
Engoma e passa pano
Pra sua casa cheirar
Cuida do marido e filho
E ainda quer trabalhar.

Muito homem não entende
Na mulher esse querer
Ficar só em casa sufoca
Podia o povo entender
Que a mulher também precisa
Com outras pessoas conviver.

Fazer novas amizades
Para muito refrescar
E quando chegar em casa
As tarefas agüentar
Ficar bem pro seu marido
E ter o que conversar.

Esta, sim, merecedora
Do tal termo "mulherão"
Sua bravura é digna
Florido é o seu coração
Nele tem cheias e secas
Os recheios da emoção.

Nelcimá Morais
28/02/10

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Um pedido de perdão à Mãe Natureza

Meu Deus tem piedade
Dos povos desta nação
Agora é tanta tragédia
Com tão grande inundação
As pessoas em desespero
Nos deixando em comoção.

Sabemos que é nossa culpa
O que está acontecendo
Pode ser fatalidade
Mas o que está parecendo
É que é grande o descaso
Do homem que aqui tá vivendo.

Essas chuvas vem caindo
Derrubando sem piedade
Tudo que foi construido,
Pelo homem , com crueldade,
Desabrigando famílias
Com muita agressividade.

Isso tudo acontece
Por uma constante agressão
Do homem pro ecossistema
Que devia ter noção
Do mal que está fazendo
Por causa da ambição.

É um grande desrespeito
O que faz a humanidade
O nosso planeta tem vida
E quer uma possibilidade
De ser sempre a nossa casa
Mas só acha dificuldade.

A nossa Mãe Natureza
Não tem como respirar
Nós a estamos sufocando
Vós podeis observar
Queimadas, lixo, egoísmo
Vão o nosso planeta matar.

O consumismo também
Vem muito favorecer
A gente sempre quer mais
E assim sem perceber
Vamos matando a Terra
Sem condição pra viver.

Perdoa-nos, ó Pai querido,
Por tamanha inundação!
Ajuda ao ser humano
A ter melhor coração
Sabemos que já é tarde
Mas está em vossas mãos.
Nelcimá Morais
Em 02/02/10

sábado, 30 de janeiro de 2010

Um capeta num forró da Pitombeira


]
(Foto de Nelcimá numa passagem pela Pitombeira. Esta ainda é a calçada do forró, segundo os moradores.)

Eu conto aqui com detalhes
Histórias do meu avô
São coisas da minha infância
Eu lembro bem, sim senhor
Deixou-me muita saudade
Não lembrar é crueldade
Trabalhou feito um trator
II
Foi em busca de aventura
Que achou a sua mulher
Andou do brejo ao sertão
Mas não queria uma qualquer
Chegando no sabugi
Disse logo fico aqui
Vou ver qual moça me quer.
III
Conheceu lá uma jovem
E com ela se firmou
Se era bela eu não sei
Isso ninguém me contou
Seu coração era lindo
Vivia sempre sorrindo
Conquistou o meu avô.
IV
Até que os dois pombinhos
Um belo dia casaram
Queriam formar uma família
E de um lar precisaram
O casal foi procurar
Pra na Quixaba morar
E muitos anos ficaram.
V
O seu cunhado Inácio
Homem de muita valia
Tinha a política no sangue
Disso a gente sabia
Não nasceu pra agricultura
Ver a terra com fartura
Bem de longe ele queria.
VI
Entregou pro meu avô
Sua terra produtiva
Dizendo pra todo mundo
Minha idéia é construtiva
Uma família ali cresceu
Inácio então percebeu
― Acertei na estimativa.
VII
Minha avó que era Chiquinha
Tinha um bom coração
Vivia muito feliz
Com o marido Zé João
Esse era o meu avô
Pois lhe digo sim senhor
Recordar dar emoção.
VIII
Eu guardo bem na memória
Uma estória engraçada
Do seu Chico Pergentino
Por meu pai era contada
Aquele homem farrista
Era o primeiro da lista
Que animava a moçada.
IX
Essa estória se passou
No sítio da Pitombeira
Seu Chico fez um forró
Pra aquela gente faceira
Esse homem não sabia
Do grande tumulto que ia
Assustar a brincadeira.
X
Pra chegar na Pitombeira
Pouco tempo se gastava
Fica perto da Quixaba
Tudo lá se festejava
E quando tinha festança
Se via muita bonança
Bom cavalheiro chegava.
XI
Festa lá durava muito
Muitos dias se dançava
Vinha gente bem de longe
Uma multidão ajuntava
E seu Chico bom festeiro
Trazia um sanfoneiro
Que a freguesia agradava
XII
Num terceiro dia de festa
Apareceu um negão
Dançava com umas moças
Rodava feito pião
Na meia-noite sumiu
Cadê o homem? Ninguém viu
Disseram que ele era o cão.
XIII
O cavalheiro sumiu
Quando foi observado
Seu pé não era de gente
Era um pé bem mudado
Parecia um de morcego
Assim era o pé do nego
Deixou o povo assombrado.
XIV
Foi um tumulto tão grande
Que todo mundo assustou
Seu Chico fazer forró
Nunca mais ele topou
Uma moça que era a dama
Pé de valsa, tinha a fama
Dançar pra ela acabou.
XV
Mas vou dizer a vocês:
Essa estória engraçada
Eu não sei se é de trancoso
Ou se mesmo foi passada
São coisas que “paim” conta
Ela já estava pronta
Por isso não sou culp
XVI
Agora vou lhes falar
Da minha infância com amor
Com grande orgulho lhes digo
Na Quixaba com vovô
Vivi muita coisa boa
Lembranças que não enjoa
De um tempo sedutor.
XVII
Por trás da casa lá tinha
Um belo rio que corria
Aguçando os ouvidos
De quem por ali vivia
Bem no meio das pitombeiras
Muito serena e faceira
Era a água que corria.
XVIII
Quando tava anoitecendo
Todo mundo se sentava
A mando do meu avô
Na calçada escutava
__Voz do Brasil, seu sujeito!
O silêncio era perfeito
Todo mundo respeitava.
XIX
E por falar na calçada
Se contemplava um festeiro
Os vagalumes piscando
Em busca do nosso pereiro
Quanta beleza havia
A lua e as estrelas se via
“Alumiando” o terreiro.
XX
Brincadeira de criança
Era muito diferente
Jogo de pedra era bom
Refrescava a nossa mente
Correr e se esconder
Fazia a gente tremer
Divertia muito a gente.
XXI
Pela manhã, minhas tias
Que no pilão eram feras
Cheias de muito humor
Pegavam logo as tigelas
Não era uma missão qualquer
Pisavam milho e café
Essa era a vida delas.
XXII
Voltando a falar no rio
Quanta coisa me ensinou
De cambalhotas a banho
Ele nunca me poupou
Nadar com a correnteza
O medo, tenho certeza
Minha mãe atormentou.
XXIII
Aquele povo sabido
Não precisava estudar
Muita coisa ele sabia
Não se deixava enganar
Com muita sabedoria
Aquela gente vivia
A ensinar a poupar.
XXIV
Escovar dente com pasta
Quase nunca se usava
O juá pra todo dia
O vovô orientava
Amargando ou não a boca
“O pior é ir pra forca”
Em casa se escutava.
XXV
Outra coisa interessante
Que nunca vou esquecer
A quentura da areia
Pra batata aquecer
Queria eu, minha gente
Ver todo mundo contente
Naquele tempo viver.
XXVI
Foi uma vida agradável
Qualquer criança ia gostar
Vivíamos em harmonia
Ninguém podia negar
Olhar e sentir a pureza
Dessa ilustre natureza
Fazia a gente voar.
XXVII
Vou terminar o cordel
Não por falta de assunto
Quero em outro momento
Falar com amor profundo
Que a minha grande lição
Não veio da escola não
Foi do ensino do mundo.
XXVIII
Esse saudoso registro
Em estrofes de setilhas
Não poderia deixar
De dedicar pra família
Com um jeito informal
Não em forma de edital
Vou deixar pra minha filha.



Mª Nelcimá de Morais Santos –nelcima@hotmail.com

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O batismo




Aproveito estas imagens
Para um poema formar
Nos reunimos aqui
E fomos comemorar
Aniversário e batismo
Você pode observar.

Numa alegria deslumbrante
Gabrielle se esbaldou
Foi ungida pelo Espírito
Santo que a batizou
Em seguida veio pra casa
E a sua velinha apagou.

Numa pose já desnuda
Ela está se apresentando
Com a sua prima, a mais velha
E a sua vovó babando
Depois com os seus priminhos
Tudo estava lhe agradando.

Bjos de sua titia
Nelcimá

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Um cordel para Helena e Terezinha



Nossa turma bem unida
Resolveu homenagear
Duas pessoas queridas
Que nos faz arrepiar
São exemplos de mulheres
Com muito amor para dar.

Durante nosso convívio
Nunca vimos coisa igual
Uma união deslumbrante
Parecendo amor carnal
Sei que ultrapassam barreiras
Mas de uma forma genial.

Cada uma tem seu jeito
Estão sempre em união
Uma é tímida, bem quieta
A outra sempre em ação
Brinca muito, extravasa
E se amam de coração.

É um prazer para nós
Ver esse amor transbordar
É um amor sem cobrança
Podemos testemunhar
Essa união bem sincera
Deus sempre vai abençoar.

Envolvidas na irmandade
E passando ensinamentos
Helena e Terezinha
Nosso agradecimento
Amem e vivam sempre assim
sempre sem arrependimento.

Estas palavras refletem
E deixam saudades também
Terezinha só sorrindo
E Helena:” Eu beijo bem
Caso e descaso
Não é da conta de ninguém”
Beijos de Nelcimá – 12/09.

Uma homenagem aos monitores do Projeto Lazer e Saúde na terceira idade





I- Pra Thalita e pra Aline
Aqui nós vamos deixar
Uma singela homenagem
Pra cada uma guardar
No fundo do coração
E para sempre lembrar.

Talita uma moça séria
Porém comunicativa
Tem personalidade forte
E também é criativa
Inteligente, amiga
Com muita perspectiva.

Perspectiva bacana
Ajuda no seu crescer
Olhar as coisas com os olhos
De quem só deseja ter
Uma vida bem decente
É o que elas vão merecer.

Aline, menina meiga
Sempre muito atenciosa
Talita também nos mostra
Sua forma preciosa
Desejamos a essa dupla
Uma vida gloriosa.

Aline bem sorridente
Com jeitinho angelical
Humilde e prestativa
Parece não ter rival
Pra Thalita e pra Aline
Desejamos coisa igual.

São jovens merecedoras
Duas rosas pra dançar
Muitos bailes que a vida
Vai ajudar a embalar
Nos seus momentos constantes
Para um bom perfume exalar.

Exalar um aromático
Que é o perfume do amor
Pra embelezar suas vidas
Com as bênçãos do Criador
Tudo o que desejarem
Nós pedimos ao Senhor.

Pra Thalita e pra Aline
Aqui nós vamos deixar
Uma singela homenagem
Pra cada uma guardar
No fundo do coração
E para sempre lembrar.

Talita uma moça séria
Porém comunicativa
Tem personalidade forte
E também é criativa
Inteligente, amiga
Com muita perspectiva.

Perspectiva bacana
Ajuda no seu crescer
Olhar as coisas com os olhos
De quem só deseja ter
Uma vida bem decente
É o que elas vão merecer.

Aline, menina meiga
Sempre muito atenciosa
Talita também nos mostra
Sua forma preciosa
Desejamos a essa dupla
Uma vida gloriosa.

Aline bem sorridente
Com jeitinho angelical
Humilde e prestativa
Parece não ter rival
Pra Thalita e pra Aline
Desejamos coisa igual.

São jovens merecedoras
Duas rosas pra dançar
Muitos bailes que a vida
Vai ajudar a embalar
Nos seus momentos constantes
Para um bom perfume exalar.

Exalar um aromático
Que é o perfume do amor
Pra embelezar suas vidas
Com as bênçãos do Criador
Tudo o que desejarem
Nós pedimos ao Senhor.

As duas são bem bacanas
Souberam nos conquistar
Tiveram apoio de Saulo
Que também só faz somar
É rapaz conquistador
Está pronto pra lutar.

Lutar por grande futuro
Prum futuro bem brilhante
É desejo desses jovens
Que ainda são estudantes
Vamos torcer por vocês
Continuem perseverantes.


Feliz Natal! 12/09

Esta é uma recordação do grupo Terceira idade.
Feliz natal!!
Poema de Nelcimá Morais com pensamento de todos os colegas.
14/12/09

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O TEMPO DE SER FELIZ



Fotografia de uma senhora com mais de setenta anos tirada por mim, num passeio da Legião de Maria na Pedra do Ingá (ponto turístico da Paraiba)em outubro deste ano.


Dizia Mário Quintana
Sobre a felicidade
Que pro homem ser feliz
Só existe uma idade
Pra se sonhar, fazer planos
E enfrentar dificuldade.

Somente um tempo na vida
De cada pessoa é possível
Ter energia bastante
E se tornar invensível
Se encantar com a vida
Pra nada ser impossível.

Se encantar com a vida
E apaixonado viver
Desfrutar do nosso mundo
E em harmonia se manter
Não ter medo e não ter culpa
De demonstrar o prazer.

Viver uma fase dourada
E ser capaz de criar
Criar a felicidade
Uma boa vida recriar
Investir na própria imagem
Pro seu ego melhorar.

Vestir-se de todas as cores
Alegrar o coração
Provar de vários sabores
Sempre com educação
Valorizar a saúde
E às vezes dizer não.

Tempo de entusiasmo
E coragem pra mostrar
Que todos os desafios
São convites pra lutar
Esses convites à luta
Não se deve ignorar.

Lutar por disposição
E enfrentar novidade
Tentar de novo e de novo
Pra encontrar felicidade
Quantas vezes for preciso
Sempre há possibilidade.

Essa idade que falo
Não está distante, não!
Tão fugaz na nossa vida
Do INSTANTE tem a duração
É o PRESENTE, é o AGORA,
Aproveite-a meu irmão!

Nelcimá Morais
02/11/09.

SER IDOSO

Ser idoso é privilégio
Por longa data alcançada
Viveu uma longa vida
Por muita gente almejada
Passou por muitos obstáculos
Mas sempre a Deus confiada.

Idoso é fruto maduro
Com grande experiência
É um grande sonhador
Planeja a sua vivência
Recheia a sua memória
Pra não cair na demência.

Faz passeio, faz amigos
É um eterno estudante
Se exercita, faz planos
Tem alegria abundante
Merece grande aplauso
Esse grande habitante.

O calendário do idoso
De amanhãs repleto está
Vive o dia de hoje
Pensando no outro chegar
Busca intensamente
Sua experiência mostrar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Num momento de produção poética






Num momento como este
Tudo pode acontecer
Juntando vários alunos
Pra uma boa leitura obter
Consegue-se um resultado
Que vai nos surpreender.

São meninos e meninas
Com vontade de brincar
Vê-se nos olhos deles
Que também querem estudar
É só se ter paciência
E nem tudo escutar.

O que também prevalece
No momento observado
É a curiosidade
Pelo bem apresentado
Fica fácil de entender
O texto que foi formado.

Formaram diversos textos
Exporam seus pensamentos
Mostrando que suas histórias
Com cada ensinamento
Formavam um belo registro
Valorizando o momento.

Eu fiquei muito feliz
Com o resultado obtido
Aquilo que almejei
Do projeto foi mantido
A Deus quero agradecer
O sucesso obtido.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Saias no cordel



Sou poeta cordelista

Nascida lá no sertão.

Ipueiras é minha terra,

O Ceará é meu rincão.

Adoro ser nordestina.

Levo comigo uma sina,

Amar meu agreste chão.

2

Minha mãe fazia versos,

E gostava de declamar.

Foi professora primaria,

Com ela aprendi a rimar.

Ter gosto pela cultura,

Abraçar a literatura,

E o velho cordel amar.

3

E assim me fiz mulher

Abraçando a poesia.

Meu mundo encantado

Era cheio de magia.

Talvez um pouco irreal.

Mas para mim era ideal,

Pois era o que eu queria.

4

A mulher abriu caminhos,

Difíceis de percorrer.

Pôs os pés na estrada.

Pra demonstrar seu saber.

Foi bem grande sua luta

Mas ficar sempre oculta

Impossível conceber.

5

Durante muito tempo

Fomos só inspiração.

Musa que os poetas,

Traziam no coração.

Sonhávamos ter um dia

Nossa popular poesia

Com farta publicação

6

Não estou insinuando

Que a mulher não atuava.

Ela já fazia seus versos

Apenas não publicava.

Mostrava sua alegria

Nas rodas de cantorias

E aplauso conquistava.

7

Apesar do machismo,

A mulher se aventurou,

Mesmo analfabeta,

Entrou na roda e cantou

Sem ligar pro: ora veja!

Encarando as pelejas

O homem desafiou.

8

No livro “Cantadores”

Pra minha satisfação

Conheci cantadoras.

Uma chamou atenção

Por ser bem animada,

E cheia de presepada,

Zefinha do Chabocão!

9

Pelo Nordeste afora,

Nas rodas de cantoria,

Rita Medeiros cantava,

Chica Barrosa se via.

Até Maria Tebana,

Agia naquelas bandas,

E aplauso garantia.

10

Quando a mulher decidiu,

Por imprimir seu cordel.

Foi nome masculino,

Que ela botou no papel.

Essas pobres criaturas,

Sofriam com a tortura,

Do patriarcado cruel.

11

Mas tudo modificou,

Hoje a coisa é diferente.

O cordel está em festa

E a mulherada presente.

Homem agora é parceiro

Até virou companheiro,

No cordel e no repente.

12

Hoje as cordelistas,

Assumem seu lugar.

Na Bahia, Pernambuco,

Paraíba e Ceará.

O Nordeste brasileiro,

Há muito virou celeiro,

De mulheres a versejar.

13

Pelos cantos do Brasil,

A mulher faz poesia.

Temos em Juazeiro,

A boa Salete Maria.

Que audaz em sua meta,

Tem postura correta,

E desbanca hipocrisias.

14

Na Paraíba temos,

Nelcimá de Morais.

Mestra e cordelista.

É engajada demais.

Pesquisando o cordel,

A mulher e seu papel,

Em tempos medievais.

15

Já Josenir Lacerda,

Com Bastinha, é fato,

As duas são pioneiras

Da academia de Crato.

Trazem com devoção

O cordel no coração,

Dando a ele bom trato.

16

Tem Maísa Miranda,

É safra lá da Bahia.

Temos Ilza Bezerra

Recebendo honrarias.

O cordel está crescendo

Mulheres aparecendo,

Sa1ve os novos dias.

17

Muitas mulheres agem

Neste mundo do cordel.

Ativas e anônimas

Respeito cada papel.

Mas pra falar a verdade,

A minha felicidade

É vê-las rasgando o véu.

18

Pesquisadores buscam,

Nossa arte revelar

Cordel de boca em boca.

Chega a todo lugar.

Agora com a internet

Esta obra do Nordeste.

Ficará mais popular.

19

Eu sempre fui inquieta

E cheia das novidades.

Enxerida como que!

Para falar a verdade.

Amasiada com cordel,

Faço dele meu corcel,

E minha felicidade.

20

Sou Dalinha Catunda,

Não foi minha intenção,

Sobre o cordel feminino,

Fazer vasta explanação.

Só um parco recado:

Que se abra o mercado

Para nossa produção.


Dalinha Catunda


.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um enlace num castelo medieval











Para Dayvison e Nathália
Eu quero aqui registrar
A beleza do momento
Que nos fez emocionar
Na hora do seu enlace
Matrimonial, vou mostrar.

Num estilo bem romano
Medieval, que grandeza!
Receberam um ao outro
Pra transformar em beleza
Um amor sincero e puro
Numa grande fortaleza.

Sejam muito abençoados
Pra saberem compreender
Os obstáculos medonhos
Que insistem em aparecer
Numa vida conjugal
Pro casal amadurecer.
bjos!
Nelcimá

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Exposição de cordel na escola IEP




Café cultura em Santa Luzia



Grupo denominado " Ordem dos guardiões da memória de Santa Luzia", onde é realizado um encontro com pessoas de várias categorias como: escritores, poetas,
pesquisadores,historiadores e etc.

Um momento especial


Este é um belo momento
Que nos dá muito prazer
Brincar com o nosso neto
Nos faz rejuvenescer
Só precisamos de fôlego
Pra ele não se aborrecer.

Ele sempre se aborrece
Quando não se quer brincar
Principalmente com a bola
Que ele não quer largar.
Isaac, nos compreenda!
Os seus avós vão cansar.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Uma Homenagem ao meu pai


O meu pai entre seu filho e seu genro (meu marido), ambos TOINHO; no dia de suas bodas de ouro.

Uma biografia diferente

Massilon Leopoldino
De Morais se assinava
Massilon Maracanã
O povo assim o chamava
Ficou órfão bem pequeno
Mas ele não reclamava.

Era filho desta terra
Terra onde ele cresceu
Foram 80 anos de vida
Que esse homem viveu
Foi morar em João Pessoa
Mas foi aqui que morreu.

Massilon, um homem simples
Um pobre bem conhecido
Foi pedreiro, agricultor
Pra Deus um favorecido
Era uma pessoa de paz
Um exemplo a ser seguido.

Foi casado com Nelcila
51 anos viveram
Genro de Chiquinha Bento
Que aqui todos conheceram
Criou os filhos com amor
Isso todos perceberam.

Trabalhou pra todo mundo
Pra prefeitura também
Nunca foi funcionário
Sempre dependia de alguém
Topava qualquer serviço
Para arranjar um vintém.

Um amante do minério
Dizia-se conhecedor
Fazia uma boa amizade
Com qualquer explorador
Explorador de minérios
Me entendam, por favor!

Depois de 70 anos
Sua vida melhorou
Conseguiu aposentar-se
E terras ele comprou
Pra ele foi um presente
E essa terra ele amou.

Amou tanto essa terra
Que até contribuiu
Pro crescimento urbano
Por que assim dividiu
Em lotes para vender
E 33 ele viu.

Viu 33 terrenos
Para em casas transformar
São ruas e avenida
Para a cidade aumentar
Queremos só uma rua
Para o seu nome lhe dar.


Nelcimá Morais
João Pessoa 02/09/09.

A festa da Senhora do Rosário

UMA LENDA DA SENHORA DO ROSÁRIO

Ao povo bom sertanejo
Eu quero agora dizer
Há muita coisa passada
Que jamais vamos esquecer
São lembranças valiosas
Que nos faz enriquecer.

Como sou uma amante
Da cultura popular
Pra vocês faço questão
De com orgulho mostrar
Aquilo que mais me recorda
E também dela falar

Das lembranças que eu guardo
No meu humilde coração
Cito uma para vocês
Que nunca vou esquecer, não,
É da festa do Rosário
Que pra mim é um festão.

Nossa Festa do Rosário
É assim denominada
Culturalmente ela é
Pelo povo pesquisada
Reúne uma multidão
Por ser uma festa animada.

Sempre no mês de outubro
Essa festa é celebrada
A Senhora do Rosário
Que por todos é amada
Traz os seus filhos de longe
Querendo lhe ver ornada.

Ornada por seus festejos
Chamando muita atenção
Com os negros do Rosário
Arrasando coração
Mostram seus reis e rainhas
No meio da multidão.

Manifestações folclóricas
É o que você vai encontrar
São muitos grupos formados
Querendo se destacar
Congos, reisado e pontões
E outros lá vão estar.

Tem a cabaçal, uma banda,
E um cortejo real
Tudo em grande comitiva
Faz uma mostragem legal
Mostram o ciclo do rosário
Que pra eles é ideal.

O novenário e a quermesse
A comida típica, então,
Muita dança e muito canto
É assim a manifestação
Alegram nossa cidade
Nos enchendo de emoção.

Pra entender essa festa
Decidi ir pesquisar
Isso que eu falo aqui
Fui em Santa Luzia encontrar
Agradeço a Bernadete
Que muito veio me ajudar.

Destrincho com muito orgulho
Aquilo que pesquisei
Com a ajuda da amiga
Muita informação busquei
E digo para você:
Muito emocionada fiquei.

O social elevado
Do ex-escravo irmão
Foi idéia de um padre
Jesuíta em ação
Chamava-se Gabriel
Um homem de coração.

Formou uma irmandade
Com essa veneração
Foi fundada no Brasil
Com uma preocupação
Elevar o social
Também a religião.

Irmandade do Rosário
É bonita a sua história
Fala de uma aparição
Que pros negros foi uma glória
Receberam a proteção
De Nossa Senhora, uma vitória!

Essa virgem apareceu
Com um rosário na mão
Na cidade de Luanda
Só não foi no Brasil, não,
Foi numa cidade africana
Que se viu sua aparição.

No alto de uma montanha
Nossa Senhora se via
O homem branco tentou
Trazer a imagem queria
Para uma igreja local
Mas o homem não conseguia.

Lá sempre estava a imagem
Com um rosário na mão
Todo dia amanhecia
No lugar da aparição
E os negros observando
Pois lhes chamava a atenção.

Resolveram um belo dia
Aquela imagem buscar
Prepararam instrumentos
Esperaram a folga chegar
Com pífano, bombo e outras coisas
Foram a imagem encontrar.

Foi uma grande surpresa
O que viram acontecer
Os brancos ficaram mudos
E a você vou dizer
Foi muito fácil pros negros
Conseguir a virgem trazer.

Os negros trouxeram a virgem
E na capela colocaram
Foi um dia de emoção
A muitos emocionaram
Eles ganharam o dia
Porque a imagem buscaram.

A partir desse momento
A virgem permaneceu
Na capela do local
E o branco entendeu
Aquele valor histórico
E um bom nome lhe deu.

Os brancos deram seu nome
Pra ficar reconhecida
“A protetora dos negros”
Ficou assim conhecida
A nação negra então
Ficou bem agradecida.

Observe os detalhes,
A riqueza encontrada
Na lenda da aparição
Pelo negro cultivada
São os louros da cultura
Do negro valorizada.

Nelcimá – J. Pessoa – 20 /05/09.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O maduro em ação






Estamos eu e mainha
As duas fazendo exercício
Num grupo que é bacana
Por isso não é sacrifício
Tem muito calor humano
Pra saúde é um benefício.

Tem Aline, monitora
Thalita e Saulo também
São três jovens estudantes
Que nos tratam muito bem
Vibrando com nossa mexida
Dessa não escapa ninguém.

Nós somos todos maduros
Mas o cérebro em ação
Procuramos ser unidos
Pra melhorar o coração
Como é boa essa unidade
Vai nos tornar sempre irmãos.

Um beijo no coração de todos vocês!
Nelcimá - 26/08/09.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

frutos da oficina de cordel no Instituto de Educação da Paraíba - IEP. J. Pessoa-PB



ILUSTRAÇÕES PARA O VENENO DA HUMANIDADE

O veneno da humanidade










Você meu caro fumante
Preste-me bem atenção
Precisa deixar esse vício
Poupar o seu coração
Use a sua consciência
E contribua com a nação.

O povo do seu convívio
Vai muito lhe agradecer
Porque você não sabia
Mas agora eu vou dizer
Todos também são fumantes
Se com você conviver.

Engolem muita fumaça
Quando você vai fumar
Ela contamina tudo
E no pulmão vai ficar
É de fumante passivo
Que o médico vai chamar.

Seja o marido ou mulher
A irmã ou o irmão
Pode ser também um filho
Ou então um amigão
Essa fumaça maldita
Vai desgraçar seu pulmão.

A vida é o bem maior
Que nosso Deus pode dar
Não desperdice esse prêmio
Faça ele frutificar
Deixe o cigarro de lado
E sua vida vai mudar.

São muitas as substâncias
Para o cigarro formar
Venenos e mais venenos
Procure se informar
Aqui vou citar alguns
Pra você observar.

Entopem as veias do corpo
Vão muito prejudicar
As suas pernas, afirmo,
Podem até paralisar
Ponte safena, infarto,
Você pode enfrentar.

A nicotina, não sabe?
Tem um poder infernal
Atua da mesma forma
Que a cocaina atual
Torna você dependente
É bem prejudicial.

Tem monóxido de carbono
Que faz o ser reduzir
A oxigenação dos tecidos
E no sistema vai agir
É no sistema nervoso
Que o grande mal vai surgir.

Tem outra propriedade
Chamada de alcatrão
Sabe onde ela vai ficar?
Acumula-se no pulmão
Também provoca doenças
Vascular e ulceração.

Quem não conhece a pólvora
Que faz uma coisa queimar?
A 900°C
Sua brasa vai chegar
Isso é fácil de se ver
Quando você vai tragar.

Para queimar um cigarro
Ela tem utilização
Mas você observe
Também a sua maldição
Vai irritar sua garganta
E também o seu pulmão.

A tal da naftalina
Que é nossa conhecida
É resíduo de petróleo
E usada pra inseticida
Contida em plástico, solvente
E também em fungicida.

Formol, outra substância
Que só faz prejudicar
Meu irmão, tenha certeza
Que no cigarro vai estar
Fere os brônquios e laringe
Traz doença pulmonar.

O chumbo nele contido
Você pode se informar
É substância ativa
Eu também fui pesquisar
Está contida nas tintas
Para o cabelo pintar.

Secretaria da Saúde
É órgão incentivador
Apóia quem quer parar
Com o vício tentador
Procure a ajuda dela
Pra esse dilacerador.

Cada órgão do nosso corpo
Cuidado merece ter
Mas com nossa teimosia
Castigado sempre vai ser
Meu irmão e minha irmã
Nós temos que aprender.

Conforme a sua vontade:
Querer parar de fumar
Existe um 0800
Que você pode ligar
Tem posto de atendimento
Prestes a lhe ajudar.

Dedico este cordel
Ao jovem pré-adolescente
Porque é nesse período
Quase que inconsciente
Que inicia seu vício
Poluindo a sua mente.

Brincando de prova-prova
Vai o cigarro provar
Não sabe que tem o risco
De dependente ficar
Depois é muito difícil
Desse maldito largar.

Ao velho pai de família
E à mãe, preste atenção!
Calcule o dinheiro gasto
Para esse fumação
Está tirando da boca
O alimento do filhão.

Se você me entendeu
Agora vai se alertar
Com toda esta informação
Eu só queria deixar
Uma pequena semente
Que em você vai brotar.


Nelcimá Morais.
J. Pessoa/PB
29/04/09.

domingo, 9 de agosto de 2009

É para o senhor, painho!!

É para o senhor, painho!!

Pra painho que está no céu
Agora eu quero mandar
Um abraço bem apertado
Que aqui não posso abraçar
E dizer que a cada dia
Saudades, só faz aumentar.

Ainda é grande a angustia
Que resolveu me envolver
Mas lhe prometo, meu pai,
Que isso eu quero esquecer
A alegria procuro
Pra minha vida engrandecer.

O senhor foi escolhido
Por Deus, para ir morar
Num mundo cheio de paz
E pra sempre descansar.
Viveu aqui com esforço
Pra sua família alegrar.

Painho, oh, meu painho!
Eu quero agora dizer
Que o seu ensinamento
Eu nunca vou esquecer
Com muito orgulho eu guardo
Pra melhorar o meu viver.

Que o bom Deus nos abençoe
E nos faça acostumar
Celebrar a sua ausência
E em orações mergulhar
Viva a dádiva celeste!
E me abençoe! Nelcimá.

J. Pessoa-PB
09/08/09.