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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

SER IDOSO

Ser idoso é privilégio
Por longa data alcançada
Viveu uma longa vida
Por muita gente almejada
Passou por muitos obstáculos
Mas sempre a Deus confiada.

Idoso é fruto maduro
Com grande experiência
É um grande sonhador
Planeja a sua vivência
Recheia a sua memória
Pra não cair na demência.

Faz passeio, faz amigos
É um eterno estudante
Se exercita, faz planos
Tem alegria abundante
Merece grande aplauso
Esse grande habitante.

O calendário do idoso
De amanhãs repleto está
Vive o dia de hoje
Pensando no outro chegar
Busca intensamente
Sua experiência mostrar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Num momento de produção poética






Num momento como este
Tudo pode acontecer
Juntando vários alunos
Pra uma boa leitura obter
Consegue-se um resultado
Que vai nos surpreender.

São meninos e meninas
Com vontade de brincar
Vê-se nos olhos deles
Que também querem estudar
É só se ter paciência
E nem tudo escutar.

O que também prevalece
No momento observado
É a curiosidade
Pelo bem apresentado
Fica fácil de entender
O texto que foi formado.

Formaram diversos textos
Exporam seus pensamentos
Mostrando que suas histórias
Com cada ensinamento
Formavam um belo registro
Valorizando o momento.

Eu fiquei muito feliz
Com o resultado obtido
Aquilo que almejei
Do projeto foi mantido
A Deus quero agradecer
O sucesso obtido.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Saias no cordel



Sou poeta cordelista

Nascida lá no sertão.

Ipueiras é minha terra,

O Ceará é meu rincão.

Adoro ser nordestina.

Levo comigo uma sina,

Amar meu agreste chão.

2

Minha mãe fazia versos,

E gostava de declamar.

Foi professora primaria,

Com ela aprendi a rimar.

Ter gosto pela cultura,

Abraçar a literatura,

E o velho cordel amar.

3

E assim me fiz mulher

Abraçando a poesia.

Meu mundo encantado

Era cheio de magia.

Talvez um pouco irreal.

Mas para mim era ideal,

Pois era o que eu queria.

4

A mulher abriu caminhos,

Difíceis de percorrer.

Pôs os pés na estrada.

Pra demonstrar seu saber.

Foi bem grande sua luta

Mas ficar sempre oculta

Impossível conceber.

5

Durante muito tempo

Fomos só inspiração.

Musa que os poetas,

Traziam no coração.

Sonhávamos ter um dia

Nossa popular poesia

Com farta publicação

6

Não estou insinuando

Que a mulher não atuava.

Ela já fazia seus versos

Apenas não publicava.

Mostrava sua alegria

Nas rodas de cantorias

E aplauso conquistava.

7

Apesar do machismo,

A mulher se aventurou,

Mesmo analfabeta,

Entrou na roda e cantou

Sem ligar pro: ora veja!

Encarando as pelejas

O homem desafiou.

8

No livro “Cantadores”

Pra minha satisfação

Conheci cantadoras.

Uma chamou atenção

Por ser bem animada,

E cheia de presepada,

Zefinha do Chabocão!

9

Pelo Nordeste afora,

Nas rodas de cantoria,

Rita Medeiros cantava,

Chica Barrosa se via.

Até Maria Tebana,

Agia naquelas bandas,

E aplauso garantia.

10

Quando a mulher decidiu,

Por imprimir seu cordel.

Foi nome masculino,

Que ela botou no papel.

Essas pobres criaturas,

Sofriam com a tortura,

Do patriarcado cruel.

11

Mas tudo modificou,

Hoje a coisa é diferente.

O cordel está em festa

E a mulherada presente.

Homem agora é parceiro

Até virou companheiro,

No cordel e no repente.

12

Hoje as cordelistas,

Assumem seu lugar.

Na Bahia, Pernambuco,

Paraíba e Ceará.

O Nordeste brasileiro,

Há muito virou celeiro,

De mulheres a versejar.

13

Pelos cantos do Brasil,

A mulher faz poesia.

Temos em Juazeiro,

A boa Salete Maria.

Que audaz em sua meta,

Tem postura correta,

E desbanca hipocrisias.

14

Na Paraíba temos,

Nelcimá de Morais.

Mestra e cordelista.

É engajada demais.

Pesquisando o cordel,

A mulher e seu papel,

Em tempos medievais.

15

Já Josenir Lacerda,

Com Bastinha, é fato,

As duas são pioneiras

Da academia de Crato.

Trazem com devoção

O cordel no coração,

Dando a ele bom trato.

16

Tem Maísa Miranda,

É safra lá da Bahia.

Temos Ilza Bezerra

Recebendo honrarias.

O cordel está crescendo

Mulheres aparecendo,

Sa1ve os novos dias.

17

Muitas mulheres agem

Neste mundo do cordel.

Ativas e anônimas

Respeito cada papel.

Mas pra falar a verdade,

A minha felicidade

É vê-las rasgando o véu.

18

Pesquisadores buscam,

Nossa arte revelar

Cordel de boca em boca.

Chega a todo lugar.

Agora com a internet

Esta obra do Nordeste.

Ficará mais popular.

19

Eu sempre fui inquieta

E cheia das novidades.

Enxerida como que!

Para falar a verdade.

Amasiada com cordel,

Faço dele meu corcel,

E minha felicidade.

20

Sou Dalinha Catunda,

Não foi minha intenção,

Sobre o cordel feminino,

Fazer vasta explanação.

Só um parco recado:

Que se abra o mercado

Para nossa produção.


Dalinha Catunda


.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um enlace num castelo medieval











Para Dayvison e Nathália
Eu quero aqui registrar
A beleza do momento
Que nos fez emocionar
Na hora do seu enlace
Matrimonial, vou mostrar.

Num estilo bem romano
Medieval, que grandeza!
Receberam um ao outro
Pra transformar em beleza
Um amor sincero e puro
Numa grande fortaleza.

Sejam muito abençoados
Pra saberem compreender
Os obstáculos medonhos
Que insistem em aparecer
Numa vida conjugal
Pro casal amadurecer.
bjos!
Nelcimá

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Exposição de cordel na escola IEP




Café cultura em Santa Luzia



Grupo denominado " Ordem dos guardiões da memória de Santa Luzia", onde é realizado um encontro com pessoas de várias categorias como: escritores, poetas,
pesquisadores,historiadores e etc.

Um momento especial


Este é um belo momento
Que nos dá muito prazer
Brincar com o nosso neto
Nos faz rejuvenescer
Só precisamos de fôlego
Pra ele não se aborrecer.

Ele sempre se aborrece
Quando não se quer brincar
Principalmente com a bola
Que ele não quer largar.
Isaac, nos compreenda!
Os seus avós vão cansar.