Num momento como este
Tudo pode acontecer
Juntando vários alunos
Pra uma boa leitura obter
Consegue-se um resultado
Que vai nos surpreender.
São meninos e meninas
Com vontade de brincar
Vê-se nos olhos deles
Que também querem estudar
É só se ter paciência
E nem tudo escutar.
O que também prevalece
No momento observado
É a curiosidade
Pelo bem apresentado
Fica fácil de entender
O texto que foi formado.
Formaram diversos textos
Exporam seus pensamentos
Mostrando que suas histórias
Com cada ensinamento
Formavam um belo registro
Valorizando o momento.
Eu fiquei muito feliz
Com o resultado obtido
Aquilo que almejei
Do projeto foi mantido
A Deus quero agradecer
O sucesso obtido.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Num momento de produção poética
Postado por Nelcima De Morais às 16:17 0 comentários
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Saias no cordel
Sou poeta cordelista
Nascida lá no sertão.
Ipueiras é minha terra,
O Ceará é meu rincão.
Adoro ser nordestina.
Levo comigo uma sina,
Amar meu agreste chão.
2
Minha mãe fazia versos,
E gostava de declamar.
Foi professora primaria,
Com ela aprendi a rimar.
Ter gosto pela cultura,
Abraçar a literatura,
E o velho cordel amar.
3
E assim me fiz mulher
Abraçando a poesia.
Meu mundo encantado
Era cheio de magia.
Talvez um pouco irreal.
Mas para mim era ideal,
Pois era o que eu queria.
4
A mulher abriu caminhos,
Difíceis de percorrer.
Pôs os pés na estrada.
Pra demonstrar seu saber.
Foi bem grande sua luta
Mas ficar sempre oculta
Impossível conceber.
5
Durante muito tempo
Fomos só inspiração.
Musa que os poetas,
Traziam no coração.
Sonhávamos ter um dia
Nossa popular poesia
Com farta publicação
6
Não estou insinuando
Que a mulher não atuava.
Ela já fazia seus versos
Apenas não publicava.
Mostrava sua alegria
Nas rodas de cantorias
E aplauso conquistava.
7
Apesar do machismo,
A mulher se aventurou,
Mesmo analfabeta,
Entrou na roda e cantou
Sem ligar pro: ora veja!
Encarando as pelejas
O homem desafiou.
8
No livro “Cantadores”
Pra minha satisfação
Conheci cantadoras.
Uma chamou atenção
Por ser bem animada,
E cheia de presepada,
Zefinha do Chabocão!
9
Pelo Nordeste afora,
Nas rodas de cantoria,
Rita Medeiros cantava,
Chica Barrosa se via.
Até Maria Tebana,
Agia naquelas bandas,
E aplauso garantia.
10
Quando a mulher decidiu,
Por imprimir seu cordel.
Foi nome masculino,
Que ela botou no papel.
Essas pobres criaturas,
Sofriam com a tortura,
Do patriarcado cruel.
11
Mas tudo modificou,
Hoje a coisa é diferente.
O cordel está em festa
E a mulherada presente.
Homem agora é parceiro
Até virou companheiro,
No cordel e no repente.
12
Hoje as cordelistas,
Assumem seu lugar.
Na Bahia, Pernambuco,
Paraíba e Ceará.
O Nordeste brasileiro,
Há muito virou celeiro,
De mulheres a versejar.
13
Pelos cantos do Brasil,
A mulher faz poesia.
Temos em Juazeiro,
A boa Salete Maria.
Que audaz em sua meta,
Tem postura correta,
E desbanca hipocrisias.
14
Na Paraíba temos,
Nelcimá de Morais.
Mestra e cordelista.
É engajada demais.
Pesquisando o cordel,
A mulher e seu papel,
Em tempos medievais.
15
Já Josenir Lacerda,
Com Bastinha, é fato,
As duas são pioneiras
Da academia de Crato.
Trazem com devoção
O cordel no coração,
Dando a ele bom trato.
16
Tem Maísa Miranda,
É safra lá da Bahia.
Temos Ilza Bezerra
Recebendo honrarias.
O cordel está crescendo
Mulheres aparecendo,
Sa1ve os novos dias.
17
Muitas mulheres agem
Neste mundo do cordel.
Ativas e anônimas
Respeito cada papel.
Mas pra falar a verdade,
A minha felicidade
É vê-las rasgando o véu.
18
Pesquisadores buscam,
Nossa arte revelar
Cordel de boca em boca.
Chega a todo lugar.
Agora com a internet
Esta obra do Nordeste.
Ficará mais popular.
19
Eu sempre fui inquieta
E cheia das novidades.
Enxerida como que!
Para falar a verdade.
Amasiada com cordel,
Faço dele meu corcel,
E minha felicidade.
20
Sou Dalinha Catunda,
Não foi minha intenção,
Sobre o cordel feminino,
Fazer vasta explanação.
Só um parco recado:
Que se abra o mercado
Para nossa produção.
Dalinha Catunda
.
Postado por Nelcima De Morais às 17:17 1 comentários
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Um enlace num castelo medieval








Para Dayvison e Nathália
Eu quero aqui registrar
A beleza do momento
Que nos fez emocionar
Na hora do seu enlace
Matrimonial, vou mostrar.
Num estilo bem romano
Medieval, que grandeza!
Receberam um ao outro
Pra transformar em beleza
Um amor sincero e puro
Numa grande fortaleza.
Sejam muito abençoados
Pra saberem compreender
Os obstáculos medonhos
Que insistem em aparecer
Numa vida conjugal
Pro casal amadurecer.
bjos!
Nelcimá
Postado por Nelcima De Morais às 04:03 1 comentários
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Café cultura em Santa Luzia


Grupo denominado " Ordem dos guardiões da memória de Santa Luzia", onde é realizado um encontro com pessoas de várias categorias como: escritores, poetas,
pesquisadores,historiadores e etc.
Postado por Nelcima De Morais às 17:20 1 comentários
Um momento especial

Este é um belo momento
Que nos dá muito prazer
Brincar com o nosso neto
Nos faz rejuvenescer
Só precisamos de fôlego
Pra ele não se aborrecer.
Ele sempre se aborrece
Quando não se quer brincar
Principalmente com a bola
Que ele não quer largar.
Isaac, nos compreenda!
Os seus avós vão cansar.
Postado por Nelcima De Morais às 17:00 0 comentários
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Uma Homenagem ao meu pai

O meu pai entre seu filho e seu genro (meu marido), ambos TOINHO; no dia de suas bodas de ouro.
Uma biografia diferente
Massilon Leopoldino
De Morais se assinava
Massilon Maracanã
O povo assim o chamava
Ficou órfão bem pequeno
Mas ele não reclamava.
Era filho desta terra
Terra onde ele cresceu
Foram 80 anos de vida
Que esse homem viveu
Foi morar em João Pessoa
Mas foi aqui que morreu.
Massilon, um homem simples
Um pobre bem conhecido
Foi pedreiro, agricultor
Pra Deus um favorecido
Era uma pessoa de paz
Um exemplo a ser seguido.
Foi casado com Nelcila
51 anos viveram
Genro de Chiquinha Bento
Que aqui todos conheceram
Criou os filhos com amor
Isso todos perceberam.
Trabalhou pra todo mundo
Pra prefeitura também
Nunca foi funcionário
Sempre dependia de alguém
Topava qualquer serviço
Para arranjar um vintém.
Um amante do minério
Dizia-se conhecedor
Fazia uma boa amizade
Com qualquer explorador
Explorador de minérios
Me entendam, por favor!
Depois de 70 anos
Sua vida melhorou
Conseguiu aposentar-se
E terras ele comprou
Pra ele foi um presente
E essa terra ele amou.
Amou tanto essa terra
Que até contribuiu
Pro crescimento urbano
Por que assim dividiu
Em lotes para vender
E 33 ele viu.
Viu 33 terrenos
Para em casas transformar
São ruas e avenida
Para a cidade aumentar
Queremos só uma rua
Para o seu nome lhe dar.
Nelcimá Morais
João Pessoa 02/09/09.
Postado por Nelcima De Morais às 17:05 0 comentários




