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domingo, 9 de agosto de 2009

É para o senhor, painho!!

É para o senhor, painho!!

Pra painho que está no céu
Agora eu quero mandar
Um abraço bem apertado
Que aqui não posso abraçar
E dizer que a cada dia
Saudades, só faz aumentar.

Ainda é grande a angustia
Que resolveu me envolver
Mas lhe prometo, meu pai,
Que isso eu quero esquecer
A alegria procuro
Pra minha vida engrandecer.

O senhor foi escolhido
Por Deus, para ir morar
Num mundo cheio de paz
E pra sempre descansar.
Viveu aqui com esforço
Pra sua família alegrar.

Painho, oh, meu painho!
Eu quero agora dizer
Que o seu ensinamento
Eu nunca vou esquecer
Com muito orgulho eu guardo
Pra melhorar o meu viver.

Que o bom Deus nos abençoe
E nos faça acostumar
Celebrar a sua ausência
E em orações mergulhar
Viva a dádiva celeste!
E me abençoe! Nelcimá.

J. Pessoa-PB
09/08/09.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Frutos das Oficinas de Cordel







Escola Estadual Prof.ª Mª do Carmo Miranda - J. Pessoa-PB
Estes alunos são futuros professores e se mostraram muito empolgados com a poesia popular. No encerramento da oficina, o que mais deixou-me emocionada foram os depoimentos que me apresentaram sobre os benefícios obtidos. Agradeço a Deus por ter condiçôes de passar as informações que engrandecem a nossa literatura.









Oficina de cordel para crianças











Como foi minha primeira experiência em Oficina de cordel, para o ensino fundamental menor, fiquei muito feliz com o resultado obtido. As crianças de uma turma do 5º da Escola Estadual Bráz Baracuhy participaram ativamente das oficinas, como vocês podem comprovar nas fotos. Produziram seus poemas e presentearam as suas mães no mês de maio com uma poesia e sua homenagem. ( voltarei a digitar trechos de seus poemas...)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

UM CORDEL PRO SÃO JOÃO DA AVENIDA
















E VIVA A CAVALHADA!

Nesta manhã 23
De junho - 2009
Surgem profundas lembranças
E o saudosismo me envolve
Revejo com entusiasmo
O que o povo promove.

Desde bem pequenininha
Em Santa Luzia vivi
E aqui na avenida
Cavalhada sempre assisti
Era o azul e o encarnado
E pelo azul eu torci.

Revendo agora a avenida
Da cultura popular
Assisto a grande espetáculo
Do povo desse lugar
A cavalhada, acredito
Nunca ela saiu de lá.

É pra mim um espetáculo
Jorrado na natureza
É cavalo e cavaleiro
Entrelaçando a beleza
Das cores se contrastando
Mostrando a sua grandeza.

Apresentaram pra todos
Que ali tavam assistindo
Outros veios da cultura
Com o povo aplaudindo
Corrida do saco e do ovo
E o grupo Aruanda vindo.

Ao grupo da cavalhada
O Aruanda se juntou
E uma grande euforia
Com o povo também formou
Foi um momento belíssimo
Que até cavalo dançou.




Nelcimá Morais
23/06/09.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

SINGELA HOMENAGEM ÀS MÃES


MÃE, mainha, mamãe!!

Ser mãe é um dom de Deus
Berço de muita grandeza
Para o filho ou para a filha
É fonte de fortaleza
Nem todo mundo procura
Valorizar sua beleza.

Mãe é um ser poderoso
Mas cheio de compaixão
Por mais que um filho erre
Ela não solta a sua mão
Mulher sábia, ser brilhante
Sempre pronta pro perdão.

Pra toda mamãe do mundo
Quero uma homenagem deixar
Que sejam todas felizes
Pra muita paz encontrar
Por isso eu peço ao bom Deus
Para graças derramar.

Derrama graças, Senhor!
Nessa mulher merecida
Merecida de bondade
Por ela ser tão padecida
Mulher humilde, guerreira
É com ninguém parecida.

Pra minha mãe aqui deixo
Um beijo no coração
Para a mãe que é minha amiga
Eu deixo um abração
E aquelas mais humildes
Eu entrego a Deus em oração.

FELIZ DIA DAS MÃES!
Nelcimá
J. Pessoa-PB
08/05/09

terça-feira, 5 de maio de 2009

ALUSÃO ÀS MULHERES CORDELISTAS NA UFPB





EXPOSIÇÃO DE CORDÉIS E XILOGRAVURAS
PALESTRA COM A PROFª DRª LUCIANA CALADO





O PPLP junto com a Funjope nos presenteou, numa tarde de março, em comemoração às mulheres, com uma exposição de cordéis e xilogravuras de autoria feminina, como também uma palestra com a profª drª Luciana Calado - estudiosa em estudos medievais, escritos femininos. Foi um momento gratificante e inequecível, principalmente pelo calor humano que reinou no recinto entre professores, poetas e pesquisadores.
















sexta-feira, 13 de março de 2009

A POESIA POPULAR EM SANTA LUZIA

Esta que está sentada é Bené, a diretora do museu

Cordelista José Lacerda, também de nossa cidade.

Este é o Xexéu da Borborema, hoje comanda um programa de rádio com cantorias, em Sta. Luzia.



A cidade fica belíssima durante os festejos juninos. Tem um São João conhecido como o mais tranquilo do mundo.


Os poetas de Santa Luzia sabem muito bem representar a sua classe, mostrando que a facilidade nos versos, o espírito pronto e a inteligência viva são pontos ponderantes para a sua enorme popularidade. Nessa região, sertão paraibano, existem muitos poetas populares desenvolvendo a sua variedade de temas. Podemos citar entre eles:
MANÉ DE BIA – já bastante requisitado por pesquisadores - autor de inúmeros poemas, cantador de coco de embolada etc.
SEU BRAULINO – conhecido por Xexéu da Borborema, cantador de viola e cordelista também acumula vários anos de dedicação na poesia popular.
ANTÔNIO FRANCISCO – poeta popular, acumula vários textos, digitados, com temas diversos.
EDMON BATISTA – poeta popular e professor. Apaixonado pela rima, começou a escrever o seu pensamento como lazer, e hoje, já conclui 62 poemas. Também produziu um DVD, onde apresenta histórias de sua comunidade e de sua infância, pretendendo expor cada vez mais o seu trabalho.
Caboclo Hélio- cordelista e comanda um grupo de dança popular.
INÁCIO BOLA e tantos outros que não me foi possível chegar até eles.




Autorias femininas



O único registro de poesia popular escrito por mulheres foi um cordel de Judith Jovithe das Neves, natural de Santa Luzia – PB, morreu na década de quarenta e deixou um cordel intitulado “A Morte da Inditosa Maria barbaramente assassinada por Lino Goiaba”, poema composto de 85 estrofes de sextilhas com redondilha maior.



Apesar de inúmeras buscas, tentando descobrir as cordelistas de Santa Luzia, obtive pouco êxito. Existem aquelas poetisas que se especializam em fazer versos para serem transformados em grandes hinos políticos:
a senhora Rumana, que é bastante convidada para compor músicas, utiliza a poesia popular em benefício dos políticos, não só de sua cidade como também do vale do Sabugi. Devemos concluir que esta decisão não seria a ideal e nem a sua vontade, apenas não lhe foi oferecido espaço ou condições para a divulgação de seus trabalhos;
Clarice, sua irmã, com uma improvisação vastamente aflorada e mais de setenta anos de idade, ainda guarda na memória versos que foram utilizados para discursos, feitos pela mesma, que segundo seus conterrâneos nunca foi reconhecida como poeta popular, apenas beneficiou os políticos de épocas anteriores. È importante registrar o seu nome pela sua criatividade. Num momento de entrevista ( Nelcimá – 12/07), Clarice recita um poema intitulado “O pai da Criação”. Seus versos fluem no instante em que ela vai sendo entrevistada e com grande desvelo compõe um poema de 10 estrofes;
Francisquinha Medeiros – autora de diversos poemas, todos manuscritos.
Foi descoberta em minha pesquisa sobre as cordelistas paraibanas. Conseguiu recentemente publicar um de seus cordéis que, consequentemente, abriu caminhos para tantos outros.
Como também sou dessa amada cidade, devo incluir aqui o meu nome: Nelcimá